Zihua

Foi simples chegar até Zihuatanejo. Simples demais. Diria mesmo monótono, sem qualquer sabor a novidade. Todo o ritual do transporte não passou de uma repetição de outros tantos que fiz o ano passado no Peru. O sistema é em tudo semelhante. Chegar à central de autocarros, procurar a porta de embarque (por estas bandas é assim mesmo, tal e qual como nos aeroportos), entregar ao arrumador as pranchas e o saco – “Metelas aqui, por favor. E no pongas nadie en cima, ok amigo? Gracias!”, receber e guardar os tickets da bagagem para entregar no final… e oupa lá pra dentro!

Depois a viagem em si… 10 horas seguidas, durante noite, com breves paragens em sítios nenhuns que ninguém percebe muito bem para quê. Às tantas entra-nos um gajo encapuçado por aqui dentro… e depois? É trinta e um, é o que é.

– Ja vuelve, ja vuelve – avisa uma pessoa mais preocupada que segue todos os passos do motorista, que tinha saído para aliviar águas.

Os assentos semi-reclináveis (os reclináveis deitam-se completamente) e os dois filmes com som alto não facilitam e não me deixam adormecer rapidamente, apesar do cansaço acumulado pela viagem desde Portugal e de dois dias a caminhar pela Cidade do México, hábito herdado das viagens que fazia com a minha mãe. Ao fim de algumas horas, já não arranjo posição para dormir mais do que 30 minutos seguidos. Olho constantemente para o relógio digital que está por cima do condutor e para a temperatura que está lá fora. 3:42, 24 graus. Não há nada a fazer. “Aguenta.”

Zihua, assim chamado carinhosamente chamado pelos locais e o destino que escolhi como ponto de partida para explorar a costa, também não me surpreendeu. Não me decepcionou, mas também não me surpreendeu. Zihua é uma Pacasmayo (Peru) maior, uma Itacaré (Brasil) menos explorado, uma Peniche sem ondas e água quente.

Saio do terminal de autocarros mesmo ao amanhecer e nem pergunto nada a ninguém, sei que não será preciso. Atravesso a estrada para me colocar na direcção do centro e, poucos minutos depois, aparece a micro combi (carrinha tipo Hiace de bancos corridos).

– Vas al centro? Quanto? E las tablas, hay espacio? – siga para bingo.

Primeiro de tudo, praia. A partir daí começa-se a caminhar para dentro à procura de hotéis. É um bom princípio e, nestes sítios pequenos, nem vale muito a pena sacar do guia Footprint. Tento perceber, na quietude das 7:00 da manhã, quais serão as ruas com mais movimento, onde estão os restaurantes, bares, farmácias, etc. Fico no primeiro sítio em que entro. É uma pequena residencial familiar, muito perto da praia e das duas ruas nevrálgicas. O preço está dentro do meu orçamento, parece-me limpa. Para quê procurar mais?

 

 
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