Sri Lanka, o antigo Reino de Ceilão
A homenagem mais sincera que posso prestar a este destino é repetir o que pensei para mim mesmo mal entrei no avião de regresso a casa, que me ia trazer de volta depois de 10 meses de viagem pela Ásia: há muito tempo que um país não me surpreendia tanto!
Esperava do Sri Lanka a mesma pressão humana da Índia. O barulho, a confusão, a pobreza extrema, o desrespeito pelo ambiente, as trapaças dos condutores de tuk-tuk. Mas encontrei um país tranquilo, por onde se pode viajar com calma, com pessoas humildes, solícitas e do mais amigáveis que pode haver. O Sri Lanka entrou directo para a minha lista de destinos favoritos!
Roteiro e o que visitar numa viagem ao Sri Lanka
Passado o primeiro impacto, o Sri Lanka é um país relativamente simples para viajar. Para um viajante independente sem transporte próprio, as deslocações serão maioritariamente feitas de comboio ou autocarro, mas é possível desenhar uma rota eficiente, quase circular, para visitar todo o país!
Colombo

Ao contrário do que leio em alguns sítios, não considero Colombo uma cidade desinteressante. É uma grande metrópole, pelo que não podemos esperar a tranquilidade de outras pequenas cidade e zonas rurais mas, havendo um dia a sobrar entre entradas e saídas do país, até tem muitas coisas interessantes para conhecer. Alguns exemplos são o Parque Viharamahadevi, o Independence Memorial Hall, o Beira Lake (“Beira” ainda do tempo dos portugueses), o Museu Nacional, a Mesquita Vermelha, alguns templos e, simplesmente, os diversos edifícios coloniais presentes em toda a cidade.

A zona de Colombo Fort é a mais moderna a cidade e, também, onde se encontram mais turistas e melhores hotéis e restaurantes. Para um contacto mais próximo com os locais, nada como ir até à Galle Face, num final de tarde de sábado ou domingo! A melhor forma de andar em Colombo é de tuk-tuk táxi, pois são rápidos, eficientes e a maioria usa taxímetro. Para quem não se sentir confortável a andar na cidade de forma independente, o meu conselho é fazer um tour organizado.
Onde dormir em Colombo
As zonas mais recomendadas para ficar alojado em Colombo são Kollupitiya e Colombo Fort, pois são bastante centrais e seguras. Estas são algumas das melhores opções!
» Lavonca Boutique Hotel
» Sofia Colombo City Hotel
» Fairway Colombo
» Colombo Court Hotel & Spa
» Galle Face Hotel
» Clock Inn Colombo
» Drop Inn Hostels
Negombo

Negombo é, na realidade, a cidade mais próxima do Aeroporto Internacional de Bandaranaike (vulgarmente chamado de aeroporto de Colombo), onde chegam a grande maioria dos voos internacionais. E, só por essa razão, acaba por ser um ponto de paragem quase obrigatório, especialmente para quem chega num voo tardio ou precisa de se organizar em termos logísticos. A cidade em si não tem um interesse especial, mas, havendo tempo disponível, a minha recomendação é alugar uma bicicleta ou uma scooter e passear não só pelo centro, mas também pelos seus arredores, nomeadamente pela estrada que circunda a grande lagoa. Vai encontrar vida local, aldeias, templos, várias igrejas e outros vestígios de portugueses e holandeses, etc. Pode finalizar novamente na praia de Negombo, a tomar uma cervejinha ao por-do-sol!
Onde dormir em Negombo
Os melhores alojamentos localizam-se ao longo a estrada costeira para norte do centro da cidade (Lewis Place9. Há muitas guesthouses familiares e pequenos hotéis de charme, mas também alguns hotéis maiores mesmo na praia. Veja estas sugestões!
» Christima Residence
» Angel Inn Guest House
» Blue Elephant Boutique Hotel
» Green Wood Villa Negombo
» Camelot Beach Hotel
» Regal Réseau Hotel & Spa
Dica de viagem
À saída do aeroporto, há táxis e tuk-tuks durante todo o dia e noite para nos levar até Negombo. No centro da cidade, há uma estação de comboios e um terminal de autocarros, onde se pode facilmente apanhar um transporte para Colombo e outras cidades.
Kandy

Kandy é a segunda maior cidade do Sri Lanka e, em tempos longínquos, já foi a sua capital. Em todo o caso, não tem nada a ver com Colombo em termos de dimensão e trânsito. É o que podemos chamar de uma grande cidade rural. A maior atracção turística de Kandy é o Templo do Dente Sagrado (Sri Dalada Maligawa), situado numa das margens do grande lado à volta do qual a cidade foi construída e por onde vale a pena passear. Recomendo também subir à grande estátua branda do Buddha (Bahiravokanda Temple) e ir ver o dia acabar no cimo da cidade, ao sabor de uma bebida no Slightly Chilled Lounge. Pode comprar bilhetes de comboio para Kandy online através da 12GoAsia.
Onde dormir em Kandy
É melhor ficar no lado sul do lago, relativamente perto do centro, mas suficientemente afastado para evitar o ruído do trânsito. Eu fiquei duas noites na Gruhaya Boutique Villa, uma excelente guesthouse muito privada e tranquila. Veja também as seguintes sugestões:
» Devon Rest
» Kandy City View
» Blinkbonnie Inn
» Grand Serendib Hotel
» Ru Boutique
Dambulla

Para a maioria dos viajantes, Dambulla serva apenas como base para visitar o chamado “triângulo cultural”, composto por Sigiriya, Polonnaruwa e Anuradhapura. Mas não só! Na própria cidade de Dambulla fica o espectacular Cave Temple, classificado como Património Mundial da UNESCO. O templo está totalmente construído debaixo e dentro de uma enorme rocha, onde se encontram magnificas salas cheias de estátuas, tectos pintados e grandes murais. Ao lado deste, está o Golden Temple e a maior estátua do Buddha, na posição sentada, em todo o mundo.

Onde dormir em Dambulla
Para além dos templos e da sua localização estratégica, Dambulla não tem muito interesse, pelo é uma boa ideia arranjar um alojamento simpático que tenha restaurante. Eu fiquei no Sevonrich Holiday Resort, um alojamento económico com óptima comida e um staff super prestável. Mas veja também as estas sugestões:
» New Peacock Resort
» Dambulla Rock Arch
» Kandalama Lodge
» White Land City Hotel
» Sundaras Resort & Spa
Sigiriya (Lion Rock)

Classificada como Património Mundial da UNESCO, Sigiriya é uma das principais atracções do Sri Lanka e um dos pontos altos de uma viagem ao país. E, aqui entre nós, com todo o mérito! Trata-se de uma cidadela construída há mais de 1.500 anos numa enorme rocha com cerca de 200 metros de altura, com o objectivo de proteger o rei. O meu conselho é visitar o complexo com tempo de sobra (3 horas não são demais) para aproveitar bem os jardins, os caminhos, a história, o visual das ruínas e, claro está, a vista soberba desde o topo!
Como chegar a Sigiriya
Para chegar a Sigiriya, pode-se apanhar um autocarro público desde Dambulla. Outra alternativa é alugar um tuk-tuk com condutor e, no caminho de ida e regresso, aproveitar para ir parando por algumas aldeias, lagos, templos, mosteiros e outros pontos de interesse!
Polonnaruwa


Polonnaruwa é uma das cidades antigas que fazem parte do chamado “triângulo cultural” do Sri Lanka e está classificada como Património Mundial pela UNESCO. Na minha opinião, é um local que vale muito a pena visitar. Eu fi-lo a partir de Dambulla com um tuk-tuk driver (ir e vir no mesmo dia) e, apesar de ter sido um dia comprido e cansativo, porque também aproveitei para ir parando em vários locais pelo caminho e o tuk-tuk não ser um meio de transporte especialmente confortável para longas distâncias, faz-se bem! Quem tiver tempo, diria que vale a pena ir no dia anterior e ficar a dormir em Polonnaruwa, para depois ter um dia completo para visitar tudo com mais calma. A melhor forma de fazer a visita? Alugar uma bicicleta, pegar no mapa da cidade antiga e ir!
Ella

A pequena de descontraída cidade de Ella é um dos destinos incontornáveis numa viagem ao Sri Lanka e um sítio onde, facilmente, se consegue passar dois ou três dias de muita acção e contacto com a natureza. Desde a famosa subida ao Little Adam’s Peak (não custa nada!), o passeio até à Nine Arch Bridge e respectivo regresso ao centro pela linha de comboio, a subida à Ella Rock (esta já custa um bocadinho e não é má ideia ir com um guia), até às vistas soberbas das plantações de chá desde do topo do Lipton’s Seat (sim, do conhecido chá Lipton que bebemos em casa) ou a uns mergulhos numa cascata e alguns passeios mais distantes… Ella vai-vos esgotar fisicamente de uma forma serena e suave!
Onde dormir em Ella
Ella é uma cidade pequena, mas tem imensos alojamentos! Por uma questão logística, recomendo ficar perto do cruzamento principal, onde estão os transportes, restaurantes, etc, mas suficientemente afastado da estrada para evitar o barulho e experienciar melhor a vida local. Veja estas recomendações.
» Ella Inn
» The Residence Ella
» Travel Rest Inn
» Hilltop Guest House
» Hotel Onrock
» Ella Heritage
Como chegar a Ella
O trajecto de comboio entre Kandy e Ella, que passa também por Nuwara Elyia, é o mais famoso e bonito do país. Para quem vem de norte, esta é a melhor opção e os bilhetes podem ser comprados através da 12GoAsia. Para quem vem das praias do sul ou do parques nacionais Yala ou Udawalawe, terá que apanhar autocarros públicos ou um transporte privado.
Arugam Bay

À semelhança muitas outras praias e regiões por esse mundo fora, antes de se tornar um destino turístico propriamente dito, Arugam Bay foi inicialmente “descoberta” por surfistas viajantes. Palco da melhor onda do Sri Lanka, hoje em dia A-Bay continua a ser um destino de surf, tanto para iniciados como para avançados (a configuração do point e da onda a isso permite facilmente), mas recebe todo o tipo de turistas que se identificam com este estilo de férias “pé na areia”. A vida aqui é simples: surf e praia durante o dia; festa à noite! Para os mais destemidos, recomendo alugar uma scooter ir à descoberta. Para norte, até Wisky Point e passando pelos bairros e ruelas Pottuvil. E, para sul, até onde aguantarem… :) pois a estrada termina no Yala National Park!
Onde dormir em Arugam Bay
No pico da época alta (Jul-Ago), os alojamentos mais próximos do centro podem sofrer um pouco pelo barulho dos bares e discotecas. Pessoalmente, gostei e recomendo ficar um bocadinho mais afastado. O Stay Golden é uma excelente escolha, mas veja também as seguintes opões.
» Oasis Bay
» Tropicana Home Stay
» New Sea Rock Beach Hotel
» Forcus Cabanas
» The Spice Trail
» The Blue Wave Hotel
Como chegar a Arugam Bay
A cidade mais próxima de Arugam Bay chama-se Pottuvil. Para lá chegar desde Colombo ou de Ella, por exemplo, é preciso apanhar diferentes autocarros e a viagem pode demorar um dia inteiro. O mais prático, mas também mais caro, é arranjar um transporte privado.
Udawalawe e Yala National Park

Há sempre alguma discussão sobre qual destes parques visitar. Regra geral, diz-se que o Yala National Park tem mais variedade de animais, incluindo leopardos que, com sorte, se conseguem ver de muito perto. Mas que é tão grande que, muitas vezes, os animais andam tão dispersos que são difíceis de encontrar. Já sobre o Udawalawe é opinião quase unanime que é o melhor local para ver elefantes. Depois de algumas hesitações, decidi ir para o Udawalawe e… não me arrependi nem por um segundo! Além do excelente safari onde, de facto, vi dezenas de elefantes, tive também oportunidade de visitar a Elephant Transit Home, um orfanato (dos sérios e que não exploram os animais) destes simpáticos bebés.
Yala National Park
Desde Ella, há um autocarro público directo para Tissa (Tissamaharama), a principal cidade base para visitar o Yala National Park. Para visitar o parque, pode reservar um safari tour online com antecedência ou, quando chegar, o seu alojamento também o poderá ajudar com isso. Veja estas sugestões!
» Richards Cabanas
» Gaga Bees Yala
» Kithala Resort
» Ranakeliya Lodge
Udawalawe National Park
Para chegar a Udawalawe de autocarro pode preciso sair em Thanamalwila e aí apanhar outro autocarro. O melhor é perguntar aos locais! Há vários alojamento econmicos que podem ajudar a reservar um safari tour. Eu fiquei no Silent Bungalow, mas pesquise também outras alternativas
» Silent Bungalow
» Kottawatta Village
» Kalu’s Hideaway Udawalawe
» Mansala Safari House
Mirissa

Começo já por dizer que fiquei vários dias em Mirissa e em duas ocasiões distintas da mesma viagem. Estranho? Não tanto assim… :) Na verdade, na primeira vez usei Mirissa como base para explorar a costa sul do Sri Lanka em termos de surf e, também, porque precisava parar uns dias para fazer algum trabalho online. Acabei por deixar as minha pranchas com o meu anfitrião enquanto fui explorar o resto do país, para depois votar algumas semanas mais tarde! Mirissa é uma praia bastante turística? Sim! Na época alta torna-se um bocado impossível e com um ambiente demasiado “party party” para meu gosto? Dizem que sim! Mas gostei de lá estar esses dias todos? Ah, pois gostei! :) Posso ter tido sorte ou foi por ser a “shoulder season”, já no final da época alta mas ainda não na época baixa… mas o facto é que foram dias muito bem passados e perdi a conta ao número de jantares com o pé na areia num dos vários restaurantes de praia.
Onde dormir em Mirissa
Em Mirissa há opções de alojamento para todos os gostos e orçamentos, e o mais difícil é mesmo escolher. Conhecendo bem a zona, estas são algumas das minhas principais recomendações.
» Glamour Mirissa
» BeachMirissa Hotel
» Wavelength
» SriMany
» The Point Mirissa
Weligama

Weligama é uma baía enorme situada poucos quilómetros a oeste de Mirissa e, provavelmente, a melhor praia para aprender a fazer surf no Sri Lanka. As ondas estão quase sempre pequenas, o mar não tem correntes, o fundo é todo de areia e há várias escolas de surf ao longo do areal. Para ficar a dormir, há várias alternativas, sendo uma das mais populares o Hangtime Hostel. Surfistas mais avançados, sigam um pouco mais para oeste! ;)
Alugar scooter ou tuktuk em Weligama
Se quiser explorar esta zona da costa sul do Sri Lanka com total liberdade, o ideal é alugar uma scooter ou um tuktuk. Sim, um tuktuk! :) O seu alojamento poderá ajudar, mas veja também os seguintes sites:
Bikes Booking
Tuktuk Rentals
Midigama e Ahangama

A área compreendia entre Midigama e Ahangama é onde se encontram as melhores ondas da costa sul do Sri Lanka. A melhor forma de as encontrar é “à moda antiga”, alugando uma mota e ir percorrendo as estradas junto à costa. As mais conhecidas são, porventura, Plantation Point, Lazy Left, Ram’s Right, Devil Rock, Kabalana… mas basta ser curioso e procurar com um pouco de paciência que as opção são várias! Para além do surf e da praia, há bons passeios que se podem dar.

Onde dormir em Ahangama
Surf e chinelo no pé não é, necessariamente, sinónimo de desconforto ou alojamentos baratos e manhosos. É certo que há muitos quartos económicos nesta zona, mas também há sítios top! Uma boa ideia, especialmente para quem estiver com transporte próprio (carro ou scooter), é ficar ligeiramente para o interior e não mesmo na linha de praia, que é também onde passa a movimentada estrada principal. Veja estas sugestões:
» Ceagull
» The Jam House
» Surf Station
» Palm Garden Ayurveda Resort
» Stuthi Villa
» Mosvold Villa
Galle

Galle (pronuncia-se goull) é uma das principais cidades do Sri Lanka e um dos locais onde a presença Portuguesa mais se faz sentir. De facto, a cidade foi fundada pelos nossos compatriotas no Século XVI e, mais tarde, entregue aos Holandeses e, posteriormente, aos Ingleses (a história repete-se um pouco por toda a Ásia). Durante estes séculos, a cidade foi sendo erguida e, hoje em dia, é um dos melhores exemplos de cidades fortificadas construídas por Europeus no sul e sudeste Asiático, estando, inclusivamente, classificada como Património Mundial pela UNESCO. É, portanto, uma visita obrigatória, com imenso interesse histórico e cultural! Para além da zona histórica de Galle Fort, e para quem tiver algum tempo disponível e gostar de explorar, existem também algumas igrejas interessantes e bairros para conhecer.
Como chegar a Galle
Galle pode ser visitada numa day trip (ou bate-volte, como dizem os brasileiros) desde uma das zonas de praia do sudoeste, como Hikkadua, Unawatuna ou mesmo Mirissa. Há comboios e a viagem é bastante simpática, mas o autocarro é uma opção mais rápida, quer pela variedade de horários (estão sempre a passar), quer pela velocidade “em pista” (se é católico, reze!). Em Galle, a estação e o terminal de autocarros estão praticamente colados, ambos a uma curta distância a pé do Galle Fort.
Onde dormir em Galle
Apesar de se poder visitar facilmente num dia, ficar a dormir uma noite em Galle pode ser uma óptima experiência. O centro histórico está muito bem arranjado, com pequenos hotéis e guesthouses de charme, vários restaurantes, cafés, galerias e outros espaços bem arranjados que misturam o antigo com o moderno. Veja estas sugestões!
» The Dutch Bungalow
» Mango House Galle Fort
» Brixia Cafe & Guest
» Ivy Lane Galle Fort
» Fort Dew Guest House
Hikkaduwa

Depois de Arugam Bay e a linha de costa entre Midigama e Ahangama, Hikkauwa é uma das melhores zonas de surf no Sri Lanka. Além disso, a própria praia é bonita e convida a uns dias de veraneio, sendo possível fazer snorkeling e até ver tartarugas a desovar. Infelizmente, a minha experiência em Hikkaduwa não foi a melhor possível, uma vez que tive algum azar e apanhei 3 dias de chuva intensa, com raras abertas de sol e um mar demasiado “balançado”. Mas ficará, de certeza, para aproveitara melhor numa próxima vez!
Onde dormir em Hikkaduwa
Há vários hotéis na primeira linha de praia, com acesso directo para a areia, e isso faz toda a diferença em Hikkaduwa. Explore um pouco, mas comece por estas sugestões:
» Pearl Island Beach Hotel
» Arcadia Resort
» Hikka Sandy Pearl Beach Resort
» Hotel Garcinia Leaf
O que ficou por visitar no Sri Lanka
Apesar de ter viajado durante mais de um mês no Sri Lanka, acabei não ir a todos os sítios que tinha referenciados. Uns porque o tempo e o dinheiro não dão para tudo (sim, eu gosto de viajar muito devagar). Outros, porque acabei por deixá-los cair do plano.
Em todo o caso, o antigo Reino de Ceilão é um país fantástico e que vale a pena explorar com calma, incluindo lugares que nem costumam estar presentes nos guias e rotas do turismo. E eu sei que vou lá voltar!
Anuradhapura

A cidade sagrada de Anuradhapura é a terceira do triângulo cultural e, claro está, também listada como Património Mundial da UNESCO. Não posso falar muito ou aconselhar sobre este local porque, na verdade, acabei por não o visitar. Porquê? Porque o tempo e o dinheiro não dão para tudo… :) e, entre Polonnaruwa e Anuradhapura, optei pela primeira. Por um lado, porque é bem mais perto para chegar desde Dambulla. Por outro, porque, pelos relatos que li, fiquei com ideia que era mais agradável e fácil de visitar, uma vez que as atracções estão mais concentradas. Em todo o caso, fica a nota, pois é seguramente um sitio interessante e que pode fazer parte de um roteiro de viagem pelo Sri Lanka!
Nuwara Eliya

Nuwara Elyia é, por excelência, a maior e mais importante região de produção de chá no Sri Lanka. Antigamente chamada de “Little England”, a sua maior cidade era o refúgio dos colonos britânico e, a sua temperatura ambiente, ideal para descansar das longas jornadas de trabalho nas plantações. De facto, Nuwara Elyia está situada de mais de 1.800 meros de altitude, o que faz com que seja a zona mais fresca (à noite fica mesmo frio) do Sri Lanka. Como em várias outras cidades, aqui vai encontrar alguns edifícios de arquitectura colonial num entorno onde o verde e as plantas predominam. Se este é um tipo de cenário físico e cultural que gosta e procura, então deixe-se ficar uns dias! :)
Como chegar a Nuwara Eliya
Nuwara Elyia está na rota da famosa viagem de comboio entre Kandy e Ella e essa é, sem dúvida, a melhor forma de chegar à cidade. A estação onde tem que sair é a de Nanu Oya (ou Nanuoya). Também há muitos viajantes que, ficando alojados em Ella, fazem um bate-volta a Nuwara Elyia, retornando no mesmo dia ou no dia seguinte. Pode comprar os bilhetes de comboio online através da 12GoAsia.
Adam’s Peak (Sri Pada)

O Adam´s Peak (Cume de Adão), ou Sri Pada (Pegada Sagrada) é um lugar envolto em mistério e fantasia e, há mais de 1.000 anos, um destino de peregrinação e devoção situado no cume de uma montanha com mais de 2.200 metros de altitude. Os católicos defendem que a pegada gigante que se pode ver na rocha é de Adão; os budistas que é de Buddha; e os hindus que é de Shiva! A caminhada envolve uma subida de cerca de 5.000-6.000 degraus, que pode facilmente demorar mais de três horas e que, habitualmente, se inicia por volta das 2h30-3h00 horas da manhã, de forma de chegar ao cume com o nascer do sol.
Dicas para subir ao Sri Pada
Há diferentes trilhos para subir mas, o mais conhecido e utilizado por turistas, é provavelmente o que se acede a partir da cidade de Hotton, onde existe uma estação de comboios da rota Kandy > Ella. Não sendo uma subida tecnicamente complexa (faz-se por um caminho de degraus), qualquer pessoa com boa condição física o pode fazer e não é necessário levar equipamento especial. Levar roupa por camadas, incluindo um impermeável, e uma pequena mochila prática com água, snacks ou alguma comida leve.
Trincomalee (Trinco)

Disse-me um local que Trincomalee, ou simplesmente Trinco, tem o porto de navios mais profundo do mundo. Não sei se é o mais profundo, mas estive a ler um pouco sobre a cidade e confirma-se que, devido às suas águas profundas, foi por aqui que muitos ataques dos colonos (Portugueses, Holandeses e Ingleses) foram feitos. Para além da cidade em si, Trinco tem à sua volta algumas boas praias, sendo Uppuveli e Nilaveli as mais conhecidas.
Jaffna

Jaffna é tipo a “última fronteira” do Sri Lanka. Durante mais de duas décadas (1983-2009), a guerra civil entre o exército cingalês e os guerrilheiros Tigres Tamil (migrantes oriundos do sul da Índia) deixou esta região praticamente isolada do resto do país. Terminada a guerra, a linha de comboio entre Colombo e Jaffna foi reestabelecida e os viajantes mais aventureiros começam a explorar este norte diferente. É outro país, dizem!
Guia prático para visitar o Sri Lanka
Como chegar
Há várias companhias aéreas que viajam para o Sri Lanka. Os trajectos mais directos deverão ser com a Emirates ou a SriLankan. Para viajantes brasileiros, a LATAM também pode ser uma opção. Pesquise no Skyscanner as melhores opções.
Passaporte e visto
Para entrar no Sri Lanka é preciso um visto electrónico ETA (Electronic Travel Authorization), que pode ser pedido online no site ETA Sri Lanka. Se precisar de apoio para pedir o visto e outro documentos de viagem necessários, utilize a iVisa.
Alojamento
No Sri Lanka há alojamentos para todos os gostos e preços, desde quartos e guesthouses muito baratas até aos mais luxuosos hotéis! Pesquise e reservas através do Booking conforme as suas preferências.
Comboios
Andar de comboio no Sri Lanka é, por si só, uma aventura! Mas, em alguns casos, conseguir comprar os bilhetes pode ser uma experiência desgastante. Simplificando, há dois grandes tipos: Unreserved (sem lugar marcado – 2ª e 3º classes) e Reserved (com lugar marcado – 1ª, 2ª e 3ª classes). Os bilhetes “unreserved” só podem ser comprados na estação de partida, no próprio dia e muitas vezes só quando falta uma hora para a viagem. A vantagem é que nunca esgotam, mas pode ter que se viajar de pé! Os bilhetes “reserved” podem ser comprados com 30 dias de antecedência em qualquer estação, mas costumam esgotar rapidamente. O ideal é comprar todos os bilhetes que se precisa mal se chegue ao país ou, melhor ainda, tratar disso online com antecedência. A alternativa mais simples e fiável é através da 12GoAsia. Outra alternativa é experimentar o novo site de reservas da Sri Lankan Railways (acredito que seja fiável, mas nunca usei). Por último, pode-se tentar recorrer aos serviços de uma agência de viagens local que, na prática, o que vai fazer é receber os nossos dados e dinheiro online, ir à estação comprar os bilhetes e entregá-los em mão quando lá chegarmos.
Autocarros
Andar de autocarro no Sri Lanka é simples e eficiente. Atenção, que eu não disse que era seguro… :) De facto, a maioria dos autocarros são velhos e devem ficar a dever muito à manutenção preventiva, e os condutores são, na sua maioria, “malucos” e carregam bem no acelerador! Fora isso, é tranquilo. Às vezes, podem encher um bocado, mas faz parte da experiência. Os autocarros partem de terminais que, normalmente, são fáceis de encontrar nos centros das cidade e vão parando pelo caminho. Os bilhetes compram-se na hora.
Táxis
A maioria dos táxis que vai apanhar no Sri Lanka serão, provavelmente, tuk-tuks. Em Colombo, a maioria tem e usa taxímetro. Deve apenas apanhar estes e, antes de iniciar a viagem, pedir ao condutor para o ligar. Nas cidades mais pequena e zonas rurais, o preço tem que ser acordado antes da viagem.
Seguro de viagem
Não se esqueça de fazer um bom seguro de viagem! Se lhe acontecer alguma coisa, como me aconteceu a mim, garanto-lhe que vai querer ser atendido num hospital privado. Pessoalmente, recomendo os seguros da IATI ou da Heymondo. Os viajantes brasileiros podem pesquisar diferentes alternativas nacionais na Seguros Promo.







Fantástico relato ajuda muito a decidir algumas opções a tomar
Apenas fiquei sem perceber qual a melhor praia para ficar durante 4/5 dias sem grandes balbúrdias mas com muito peixinho para o snorkeling???
Muito obrigada
Está decidido lá vou eu em Outubro!
Muito obrigado pelo tempo que desponibilizou a relatar ( tão linda viagem ) fiquei apaixonada mais um destino que irei tentar visitar 🍀🍀🍀