Guia, roteiro e dicas para visitar Malta

Malta, as ilhas das mil faces do Mediterrâneo

Malta é um destino compacto mas cheio de surpresas, onde cada recanto esconde séculos de história, paisagens mediterrânicas e águas cristalinas que dão vontade de mergulhar!

Neste artigo partilho o meu roteiro pelas ilhas maltesas, com dicas práticas, locais imperdíveis e muitas sugestões para aproveitar a sua viagem da melhor forma possível, quer esteja a planear uns dias de descanso, uma viagem cultural ou uma escapadinha com mar à mistura.

Como chegar a Malta

Air Malta

Desde Portugal, existem voos directos para Malta, mas nem sempre todos os dias da semana. No caso de não haver voo directo no dia que pretende viajar, terá que fazer uma escala noutro país europeu (Espanha, França, Alemanha, Itália, etc).

Desde o Brasil, não há voos directos para Malta, pelo que a solução também passa sempre por fazer uma conexão numa cidade europeia. Em todo o caso, o mercado da aviação é muito dinâmico, pelo que o ideal é pesquisar diferentes alternativas de voos num site agregador como o Skyscanner.

Do aeroporto para o hotel

Pode chegar até ao seu alojamento apanhando um autocarro público, mas considere reservar um transfer privado, pois não fica caro e é bastante mais prático e cómodo! Recomendo um dos seguintes:
» Welcome Pickups
» GetYourGuide
» Civitatis

Clima e quando visitar Malta

O clima em Malta é bom durante praticamente todo o ano. Os meses mais quentes e solarengos são durante o Verão (Junho a Setembro) e os meses mais frios são durante o Inverno (Novembro a Março). Genericamente, em Malta chove pouco.

Se o objectivo principal for aproveitar o calor e as águas quentes do Mar Mediterrâneo, então a melhor altura para visitar Malta é mesmo entre Junho e Setembro. O inconveniente desta época alta é o preços estarem mais elevados (hotéis, rent-a-car, restaurantes, etc) e os lugares estarem bastante mais cheiros de turistas.

Clima em Malta por mês

Janeiro

15º/16º

6 dias

Médio

Fevereiro

15º/16º

5 dias

Médio

Março

15º/16º

4 dias

Médio

Abril

17º/18º

1 dia

Bom

Maio

19º/20º

1 dia

Bom

Junho

23º/24º

0 dias

Excelente

Julho

26º/28º

0 dias

Excelente

Agosto

27º/29º

1 dia

Excelente

Setembro

25º/27º

3 dias

Excelente

Outubro

23º/24º

7 dias

Bom

Novembro

20º/21º

7-8 dias

Médio

Dezembro

17º/18º

6 dias

Médio

Na minha opinião, a melhor época para visitar Malta é desde final de Setembro até meados de Outubro, quando a água do mar ainda está boa e as grandes multidões já desapareceram. Abril e Maio também podem ser bons meses, mas nesse período conte com o mar bastante mais fresquinho!

Onde dormir em Malta

Hotéis em Malta

Dependendo da duração e natureza da viagem, poderá fazer sentido ficar a dormir em mais do que um sítio. Por exemplo, se tivermos como referência uma viagem de 8-12 dias, o ideal será repartir a estadia entre dois ou três locais diferentes nas ilhas de Malta e Gozo. Em Comino, praticamente não há alojamentos turísticos.

Onde dormir na ilha de Malta

Na ilha de Malta, recomendo ficar em Valletta pelo menos duas noites. Ou, em alternativa numa das Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua). Depois, se quiser explorar melhor o resto da ilha, ficar outras noites numa zona mais central, como Mosta ou Rabat/Mdina.
» Alojamentos em Valletta
» Alojamento em Vittoriosa
» Alojamentos em Senglea
» Alojamentos em Cospicua
» Alojamentos em Mosta
» Alojamentos em Rabat
» Alojamentos em Mdina

Onde dormir na ilha de Gozo

Na ilha de Gozo, Victoria é a cidade mais estratégica e prática para ficar, uma vez que é muito central e tem acesso facilitado a todos os pontos da ilha. Se preferir um local mais isolado, pode experimentar Nadur, Xlendi, Sannat ou mesmo Marsalforn.
» Alojamentos em Victoria
» Alojamentos em Nadur
» Alojamentos em Xlendi
» Alojamentos em Sannat
» Alojamentos em Marsalforn

Como se deslocar em Malta

Há diferentes opiniões sobre a melhor forma de deslocação em Malta. Nomeadamente, há quem considere que o melhor é alugar um carro e, por contraposição, quem ache que andar de transportes públicos é perfeitamente suficiente. Na minha opinião, alugar carro em Malta vai permitir fazer uma gestão muito mais eficiente do itinerário e aproveitar melhor o tempo. E, verdade seja dita, eu gosto de roadtrips!

Alugar carro em Malta

Alugar carro em Malta

A grande vantagem de alugar carro em Malta é não ficar dependente dos horários, percursos e tempos de trajecto dos autocarros. Por outro lado, com um carro conseguimos chegar facilmente a todo lado, sem termos que sair numa paragem e ainda precisarmos de caminhar 2 ou 3 quilómetros até ao local exacto que queremos visitar. E em Malta isso é bastante relevante!

Alugar carro em Malta é relativamente económico, a gasolina é barata e não existem portagens. Eu costumo usar a DiscoverCars ou a Rentalcars. Obviamente que fica mais caro do que andar de transporte públicos, mas o que se ganha em tempo, em paisagens mais inóspitas e em conseguir fugir dos spots mais turísticos… compensa!

É importante saber que em Malta se conduz pela esquerda (uma herança britânica), com o volante do lado direito e as mudanças na mão esquerda. Para quem não está habituado, a minha recomendação é alugar um carro com mudanças automáticas, pois isso vai facilitar bastante.

Autocarros públicos em Malta

Os autocarros em Malta são eficientes e funcionam relativamente bem. E são, naturalmente, o meio de transporte mais económico para deslocações. Dito isto, é preciso estar consciente que andar de autocarro em Malta pode consumir bastante tempo e nem sempre nos leva até “à porta” dos locais que queremos visitar. Não é raro ver viajantes a caminhar pela estrada fora, debaixo de um sol abrasador, porque a paragem do autocarro fica alguns quilómetros mais adiante. No site oficial dos Transportes Públicos de Malta, pode consultar toda a informação necessária, incluindo rotas, horários, custo dos diferentes cartões/passes e bilhetes, onde comprar, etc.

Se decidir não alugar carro, considere pelo menos comprar bilhete para os autocarros Hop-On Hop-Off, pois estes chegam a alguns locais de interesse mais isolados que os autocarros regulares.

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Barcos em Malta

Sejam grandes ferry boats ou pequenas lanchas tradicionais, o barco é um meio de transporte muito utilizado em Malta. E, não raras vezes, são a forma mais eficiente (ou mesmo única) de chegar a alguns locais.

Estas serão as principais rotas que irá utilizar numa visita de turismo a Malta:
» Barcos entre Valletta e as Três Cidades
» Barcos entre as ilhas de Malta e Gozo
» Barcos para Comino (Lagoa Azul)
» Passeios de barco para atracções turísticas

Ao longo deste artigo, irá encontrar informação mais detalhada sobre cada um destes pontos de interesse e como lá chegar de barco.

Táxis, Uber e Bolt em Malta

Para algumas situações específicas, apanhar um táxi pode ser a melhor solução. Nesse caso, o mais prático e seguro será utilizar as aplicações Uber/Bolt ou o eCabs, um serviço de táxis local.

Praias em Malta

Praias em Malta

Ao contrário do que muita gente estará convencida, Malta não é um excelente destino de praia! E esta não é apenas a minha opinião, pois as páginas e perfis de viagens na internet e redes sociais estão cheios de publicações e comentários nesse sentido.

É certo que existem algumas praias bonitas, especialmente quando vistas de cima, e que a cor e temperatura da água (durante os meses de Verão) são muito convidativas. Mas, é preciso realçar que a maioria delas são pequenas e têm pouco areal, o que significa que na época do bom tempo estão sempre muito lotadas, particularmente ao fim-de-semana quando os locais também as vão aproveitar. As estruturas, como acessos, estacionamento, apoios de praia, cafés, etc, às vezes também deixam a desejar.

Malta é um destino interessante e com muito para oferecer, incluindo sol, água e diversos locais para dar uns bons mergulhos, como as “Ghars” (grutas) e os “Wieds” (desfiladeiros com um braço de água) – neste artigo vou partilhar alguns dos melhores. E claro, tem a Lagoa Azul! Mas, quem for especificamente à procura de fazer praia no sentido mais tradicional do termo, poderá ter uma desilusão.

Estas são as melhores e mais conhecidas praias de Malta. Ao longo do artigo encontrará informação mais detalhada sobre algumas delas.

  • Mellieha Beach: Praia tipo “citadina” com um areal extenso, água pouco profunda e boas estruturas de apoio e diversão, como escorregas e trampolins insufláveis. Boa para famílias e grupos.
  • Paradise Bay: Praia pequena muito bonita, com parque de estacionamento, restaurante e balneários. A proximidade com o porto de ferrys incomoda um bocadinho por causa do barulho de fundo dos motores.
  • Gejna Bay: Praia sossegada, com um areal razoável e algumas piscinas naturais junto à falésia. Do lado esquerdo, tem uns abrigos de pescadores muito instagramáveis. Ler mais em baixo.
  • Golden Bay: Uma das melhores e mais bem frequentadas, com óptimos acessos, um bom areal e muitas opções de actividades aquáticas. Boa para famílias com crianças. Ler mais em baixo.
  • Riviera Beach: Uma das praias mais bonitas e um pouco mais selvagem. Tem estacionamento, mas exige descer uma grande escadaria. Boa para pessoas mais aventureiras. Ler mais em baixo.
  • Ramla Bay: Localizada na ilha de Gozo, é uma praia adequada para famílias. Tem um bom areal, mas pode encher rapidamente até ao ponto de se tornar desagradável, especialmente ao fim-de-semana.
  • Blue Lagoon: A Lagoa Azul é, com todo o mérito, o maior ex-líbris e atracção das ilhas Maltesas! Fica na ilha de Comino e é mais facilmente acessível a partir de Gozo. Em época alta está sempre cheia de gente, mas vale mesmo a pena visitar!

Roteiro, o que fazer e visitar em Malta

O arquipélago das Ilhas Maltesas é um território composto por 3 ilhas habitadas (Malta, Gozo e Comino) e algumas ilhotas e rochedos desabitados. A ilha principal dá o nome ao país e, quando alguém diz que “vai a Malta”, normalmente quer dizer que vai visitar o país e não apenas a ilha de Malta.

Ilha de Malta

A ilha de Malta é o centro político, económico e cultural do país. É a maior e mais urbana do arquipélago e, naturalmente, onde se concentra a maioria da população. É aqui que fica Valletta, a sua capital e “cartão postal”.

Comparada com Gozo, Malta é mais agitada, tem mais trânsito, mais infraestruturas e, claro, mais turismo. Ainda assim, existem várias zonas tranquilas, particularmente no sul da ilha ou em áreas rurais como Dingli ou Zurrieq. Para quem procura uma mistura de história, praia e cidade, a ilha de Malta é uma base sólida e versátil para explorar o resto do arquipélago.

Valletta

Valletta será, provavelmente, a primeira cidade que vai visitar. Pelo facto de ser a capital e dada a proximidade do aeroporto, faz sentido em termos de itinerário. Outra alternativa, que foi o que eu fiz, é deixar para os últimos dias da viagem, depois de explorar os resto do país.

Seja qual for a sua opção, não deixe de reservar 2-3 dias para visitar Valletta e as Três Cidades. Apesar de serem os locais mais lotados em termos de turismo, valem bem a pena e nenhuma viagem a Malta ficaria completa de outra forma. Aqui, não precisa de carro. Aliás, até atrapalha!

A capital de Malta é uma cidade pequena, que se visita bem a pé e ao ritmo de cada um. Em jeito de mini-roteiro, deixo uma lista de 10 locais a não perder em Valletta.
1. City Gate (Portas da Cidade)
2. Fonte dos Tritões (especialmente à noite)
3. Pjazza Jean de Vallette
4. Upper Barrakka Gardens
5. St John’s Co-Cathedral
6. Merchants Street
7. Republic Street e Square
8. Casa Rocca Piccola
9. Lower Barrakka Gardens
10. Siege Bell War Memorial

Onde dormir em Valleta

Mesmo que não se faça aqui base, na minha opinião vale a pena ficar a dormir em Valletta, de forma a viver uma experiência completa da cidade. Eu fiquei no 19 Rooms e gostei bastante, mas deixo aqui outras sugestões.

» 19 Rooms
» Casa Lapira
» Osborne Hotel
» The Embassy Valletta Hotel
» Casa Ellul – Small Luxury Hotels of the World

Tours recomendados em Valletta

Apesar de se visitar bem de forma independente, fazer um tour acompanhado por um guia local é sempre uma boa forma de aprofundar conhecimentos sobre a cidade e o país. Deixo as seguintes sugestões:
» Free Tour por Valletta
» Tour guiado a pé por Valletta
» Passeio a pé pela cultura e comida de rua
» Cruzeiro em barco tradicional pelo Grande Porto
» Cruzeiro nocturno pelo Porto de Malta

Três Cidades (Vittoriosa, Cospicua e Senglea)

Três Cidades, Malta

As Três Cidades – Vittoriosa, Cospicua e Senglea – situam-se mesmo em frente a Valletta, do outro lado do Grand Harbour, e oferecem uma perspectiva mais autêntica e menos turística da história de Malta. Estas cidades fortificadas terão sido o berço da história Maltesa e uma das primeiras áreas habitadas pelos Cavaleiros da Ordem de São João.

Não havendo mais tempo, um dia completo é suficiente para visitar as Três Cidades. A forma mais prática, económica e agradável de lá chegar desde Valletta é apanhando o barco público (Valletta Ferry Services) directamente para Vittoriosa e, a partir daí, explorar tudo a pé! Para chegar ao cais (Lascaris Wharf), basta descer as escadas ou o elevador do parque Upper Barakka e atravessar a rua. O bilhete de ida/volta inclui a subida pelo elevador no regresso. Se preferir, também pode apanhar um dghajsa, os pequenos barcos tradicionais malteses, que fazem o serviço de táxi aquático e partem de umas escadinhas quase ao lado do cais público.

Vittoriosa (ou Birgu) é a mais antiga e histórica das Três Cidades. Foi a primeira sede dos Cavaleiros da Ordem de São João, antes da construção de Valletta, e isso nota-se na arquitectura imponente e nas fortificações bem preservadas.

O Forte de Sant’Angelo, com as suas vistas incríveis e história intimamente ligada ao Grande Cerco de 1565, é provavelmente a maior atracção de Birgu. O seu centro é um labirinto de ruelas estreitas, varandas tradicionais e fachadas de pedra dourada que convidam a passear sem pressa, entrando em igrejas antigas e visitando um dos museus (Museu da Guerra, Museu Marítimo, Palácio da Inquisição, Esplora Interactive Science Centre). Ao fim do dia, a zona da marina enche-se de vida nas esplanadas dos cafés e restaurantes viradas para os grandes iates que costumam estar aí atracados!

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Cospicua, Malta

Cospicua (ou Bormla) é a maior e mais residencial das Três Cidades. Embora menos turística que Vittoriosa e Senglea, tem vindo a ser renovada e hoje mistura zonas históricas com uma marina moderna e bastante agradável para passeios à beira-mar. A cidade tem um passado forte ligado à construção naval e à indústria marítima que ainda se reflecte na sua identidade local.

Os seus principais pontos de interesse incluem as imponentes fortificações duplas conhecidas como Cottonera Lines, construídas pelos Cavaleiros para defender o porto. No centro, há igrejas barrocas, ruas estreitas e pequenos cafés frequentados por locais. É uma boa zona para caminhar sem pressa e descobrir o lado mais autêntico e genuíno da vida maltesa.

Senglea, Malta

Senglea (ou L-Isla) é a menor das Três Cidades, mas tem uma localização privilegiada no meio do Grand Harbour, o que garante vistas panorâmicas incríveis sobre Valletta. A cidade tem uma forma estreita e alongada, quase como uma península, e pode ser percorrida facilmente a pé de uma ponta à outra. Na sua ponta, fica o Safe Haven Garden (também conhecido como Gardjola Gardens), onde está a icónica torre de vigia com esculturas de olhos e ouvidos – símbolo da vigilância dos Cavaleiros.

Suba até ao centro para sentir a vida mais real! Apesar de pequena, Senglea tem bastante charme, com ruelas antigas, igrejas barrocas e fachadas típicas maltesas. É uma zona mais calma, com um ambiente muito local, ideal para quem quer fugir dos sítios mais turísticos. Ao longo da marina, há esplanadas perfeitas para um café ou uma refeição com vista para o porto.

Sliema e St Julian’s

Sliema e St Julian’s já foram pequenos vilarejos piscatórios, mas hoje são um bom (mau) exemplo do que o overtourism e as estratégias baseadas em lowcosts podem fazer a um destino turístico. Já li recomendações para ficar a dormir em Sliema, uma vez que os hotéis são bastante mais baratos que em Valletta, mas pessoalmente acho uma péssima opção! Prédios altos, centros comerciais, casinos, clubes e restaurantes de fast food? Não obrigado.

Se fizer mesmo questão de lá ir, o passeio ao longo pela marginal não deixa de ser interessante. Tem vários pontos de acesso ao mar e a pequenas piscinas naturais, embora a água esteja muitas vezes pouco limpa. E a famosa igreja com vista para a baía? Mehhh… é mais bonita nas fotos. St Julian’s é uma zona especialmente procurada por jovens que gostam de vida nocturna.

Mosta

Mosta

Mosta é uma cidade que não tem muitos pontos de interesse turístico e, por isso, acaba por ser um bocadinho desprezada pelos viajantes. Mas é bastante central, o que facilita muito as deslocações, e os alojamentos são mais baratos do que noutras cidades mais conhecidas. Eu fiquei algumas noites em Mosta, no Julina Boutique Living, e achei que foi uma excelente opção!

A principal atracção de Mosta é a sua monumental basílica, conhecida como Rotunda de Mosta, cujo desenho foi inspirado no Panteão de Roma e que tem uma das maiores cúpulas não suportadas do mundo. A igreja pode-se visitar e é possível subir à cúpula, de onde se tem uma vista desafogada sobre toda a ilha.

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Dica Smart Travel

Experimente almoçar no EAT Food Truck. Para jantar, veja o restaurante San Remo, que tem óptima comida típica maltesa.

Mgarr

Mgarr, Malta

Rodeada de vinhas e terrenos agrícolas, Mgarr é uma pequena cidade rural que está fora do circuito turístico mais habitual em Malta. Encontrei-a por acaso, quando ia a caminho de uma praia, mas achei-a tão simpática que decidi parar e dar uma volta.

À volta da praça onde está localizada a imponente igreja, que tem uma incomum cúpula em forma de ovo, há alguns restaurantes e cafés onde são servidas deliciosas especialidades e iguarias típicas maltesas. Se gosta de lugares tranquilos e under the radar, esta pode ser uma boa paragem!

Gnejna Bay

Gnejna Bay

Gnejna pode não ser a praia mais espectacular de Malta, mas isso até pode ser uma vantagem! Localizada no final de um grande vale de encostas argilosas e falésias calcárias, a sua areia é um pouco alaranjada, o que pode não agradar a toda a gente.

Por outro lado, como não é tão conhecida e procurada como outras praias, costuma ter um ambiente mais sossegado. Do lado esquerdo do areal, existem alguns abrigos de pescadores bastante “instagramáveis”. Do lado direito, junto às rochas, formam-se algumas piscinas naturais óptimas para tomar banho e nadar e, ocasionalmente, é um spot de nudistas (apesar da prática não ser autorizada em Malta).

No dia que visitei a praia de Gnejna estava um pouco encoberto, mas a vista panorâmica desde a torre de vigia (Lippija Tower) cumpriu as expectativas! Não deixe de lá ir, até porque é possível subir de carro.

Rabat e Mdina

Rabat, Malta

Sendo, actualmente, duas cidades independentes, Rabat e Mdina são praticamente a extensão uma da outra. Devido à sua localização estratégica, no topo de uma colina e longe do mar, Mdina foi a capital da ilha até 1530. E, tal como era habitual acontecer, a comunidade foi crescendo e estabelecendo-se fora dos muros da cidade, acabando por dar origem a uma nova cidade, conhecida como Rabat.

Rabat foi crescendo e acabou por se tornar um importante pólo de artesanato e comércio. Mas, apesar de se ter desenvolvido com um carácter mais urbano, no seu centro histórico é possível encontrar alguns edifícios de grande valor histórico e cultural, como a Basílica e as Catacumbas de São Paulo ou o Palácio Casa Bernard. Vaguear pelas suas ruelas, aproveitando os seus diversos cafés e restaurantes, é a melhor forma de conhecer a cidade!

Mdina, Malta

Mdina é uma cidade medieval muralhada com um traçado de ruas estreitas e labirínticas, típico das cidades árabes. O seu centro histórico está muito bem conservado, quase como um cenário, e é, muito provavelmente, a cidade mais bonita de Malta! Aliás, já foi palco de grandes produções cinematográficas como, por exemplo, a série Game of Thrones. Ao longo da sua história, foi habitada por fenícios, romanos, árabes e pelos Cavaleiro da Ordem de Malta, que construíram a maioria das igrejas e mosteiros que aqui se podem encontrar e visitar.

Hoje em dia, a Mdina é habitada por um número relativamente reduzido de pessoas. A ausência de carros e autocarros, bem como a iluminação nocturna à base de lamparinas de luz ténue, contribuem para a sensação de tranquilidade e intimidade que se pode experienciar nesta cidade, também conhecida entre os locais por “Cidade do Silêncio”.

Dica Smart Travel

Visite Rabat e Mdina na mesma tarde, começando pela primeira e chegando a tempo para jantar no restaurante Coogi’s, dentro das muralhas de Mdina (convém fazer reserva), para depois passear pelas ruas iluminadas da cidade. Considere também fazer uma Free Walking Tour para aprender todos os detalhes das duas cidades.

Blue Grotto (Gruta Azul)

Gruta Azul, Malta

A Blue Grotto ou Gruta Azul é uma das principais atracções de Malta. É um daqueles sítios onde, dê por onde der, tem mesmo que se ir! Nem que seja para depois poder dizer mal… :) Mas, verdade seja dita, nem é o caso, sendo uma actividade que vale mesmo a pena.

Este conjunto de cavernas marinhas é conhecido, principalmente, pelos tons azul turquesa da sua água quando o sol bate na direcção certa. Por isso, é importante ir logo de manhã cedo, quando a luz entra directamente nas grutas e cria os cenários e efeitos visuais mais bonitos.

Existem alguns tours que incluem o passeio na Blue Grotto, mas é muito simples fazer tudo de forma independente. Se for de carro, no local há parque de estacionamento. Se for de autocarro, a paragem mais próxima chama-se “Panorama”. Uma vez no local, é só seguir as placas a indicar “Boat tickets”, descendo sempre até à bilheteira, e os barcos partem desde o pequeno porto que fica logo ao lado. Os passeios funcionam durante todo o ano, mas estão sempre sujeitos às condições do tempo e ao estado do mar.

Marsaxlokk

Marsaxlokk, Malta

Marsaxlokk é uma vila piscatória que mantém a sua autenticidade e o melhor local para observar e fotografar os coloridos barcos de pesca tradicionais malteses, bem como as habituais lides que acontecem nestes ambientes de porto. Foi um dos sítios que mais gostei de visitar em Malta!

Todos os Domingos realiza-se aqui o maior mercado de peixe da ilha, onde a apanha sai directamente dos barcos para ser vendida ali mesmo na lota improvisada. Este mercado, apesar de ser autêntico, já se transformou numa verdadeira atracção turística, incluída em diversos guias e tours. Isto significa sempre muita gente e confusão. Na minha opinião, é melhor visitar Marsaxlokk num dia de semana.

Ao longo da marginal, há vários restaurantes e esplanadas com óptimo peixe, ideais para almoçar e jantar ou, pelo menos, tomar uma bebida. E, para quem gosta de ficar alojado em locais mais sossegados e afastados do mainstream, há algumas guesthouses bastante simpáticas.

A partir de Marsaxlokk, pode apanhar um “barco-táxi” para a St. Peter’s Pool, uma piscina natural escavada pela erosão nas falésias de rocha calcária, onde a água é azul turquesa e dá para dar uns belos mergulhos!

Ghar Lapsi

Ghar Lapsi, Malta

Traduzindo directamente do Maltês, “ghar” significa “gruta”. Vai encontrar várias indicações para grutas pela estrada fora, mas a Ghar Lapsi é, muito provavelmente, a melhor para tomar banho e dar uns mergulhos na ilha de Malta! Encostada à gruta propriamente dita, formou-se uma pequena enseada e piscina natural que foi muito bem aproveitada com a colocação de rampas e escadas de acesso. Não há areia, pelo que para ficar a apanhar sol é preciso encontrar um cantinho no meio das rochas.

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O ideal é ir de manhã ou até ao início da tarde, para apanhar o sol na melhor posição. O mais fácil é ir de carro, até porque tem um bom parque de estacionamento público gratuito, mas também é possível chegar até lá de autocarro. Tem um restaurante e bar de apoio.

Dingli Cliffs

Dingli Cliffs, Malta

Ao final da tarde, todos os caminhos vão dar aos Dingli Cliffs! Estas falésias, situadas a cerca de 250 metros acima do nível do mar, são o ponto mais alto de Malta e representam, simbolicamente, o local onde o mar e o céu de encontram. São o melhor local para assistir ao pôr-do-sol em Malta, oferecendo uma vista panorâmica impressionante sobre o Mar Mediterrâneo e a pequena ilha desabitada de Filfla.

Pode começar o passeio a partir da Capela de Santa Madalena, seguindo a pé ou de carro pela estrada marginal Trip Panoramika, ao longo da qual irá encontrar diversos viewpoints e alguns pequenos trilhos pedestres. Vá com tempo e, se for do seu gosto, leve um vinho e um queijinho na mochila para aproveitar o melhor snack de final de tarde de sempre!

Dica Smart Travel

Alguns dos melhores viewpoints não são imediatamente acessíveis da estrada e requerem uma caminhada ligeira através de trilhos de pedras e terra. Para ver a localização exacta do meu favorito no Google Maps clique aqui.

Golden Bay

Golden Bay, Malta

Golden Bay é uma das praias mais conhecidas e bem frequentadas de Malta, e isso não está alheio do facto de se localizar mesmo em frente ao Radisson Blu Malta Golden Sands, um dos melhores e maiores hotéis de ilha.

É uma praia com um areal dourado relativamente generoso (tendo em consideração os padrões de Malta), e uma óptima escolha para ir em família, incluindo com crianças. Encaixada entre duas falésias e em formato de baía, conta com bons acessos, um grande parque de estacionamento e todas as estruturas de apoio, como cadeiras e chapéus de sol para alugar, balneários, restaurante/bar e várias actividades aquáticas para um dia bem passado!

Riviera Beach

Riviera Beach, Malta

Com o nome maltês de Ghajn Tuffieha, mas mais conhecida como Riviera Beach, esta praia está localizada logo a seguir a Golden Bay, do outro lado da falésia do lado sul. É uma praia muito bonita e um pouco mais selvagem, com acessos que podem ser um bocadinho mais desafiantes, pois tem menos estacionamento, bem como menos estrutura de apoio, e exige descer (e subir no regresso) uma grande escadaria. Mas, também por isso, tem a vantagem de atrair menos multidões!

O areal é extenso em comprimento, mas limitado em largura. Se gosta de explorar e não recusa um pouco de actividade física, não deixe de subir pelas trilhos e rochas do lado esquerdo da praia, para se deslumbrar com a baía “secreta” que há do outro lado.

Red Tower (Torre Vermelha)

Red Tower, Malta

A Torre de Santa Ágata, mais conhecida como Red Tower ou Torre Vermelha (por motivos óbvios) é uma das várias torres de vigia e/ou defensivas que se encontram espalhadas por toda a costa das ilhas de Malta e gozo. Foi construída em 1649 pelos Cavaleiros da Ordem de Malta, sendo a sua principal fortaleza no oeste da ilha Malta. Com uma localização estratégica, com vista privilegiada para o porto natural e potencial local de desembarque da Baía de Mellieha, servia para vigiar e defender a costa contra possíveis invasores costa, bem como para proteger os mercadores dos ataques de piratas. Tinha 5 canhões e era operada por uma guarnição de cerca de 30 homens, com munições e provisões para resistir a um cerco de até 40 dias.

Actualmente, e depois de restaurada entre os anos de 1999 e 2001, a torre está ao cuidado da Din l-Art Helwa, uma organização não governamental dedicada à preservação do património cultural e ambiental de Malta. É possível visitar de segunda a sábado, entre as 10:00 e as 16:00, mas convém telefonar antes (+356 99347551) para garantir que estará lá alguém.

Ilha de Gozo

Gozo é a segunda maior ilha do arquipélago de Malta e oferece uma experiência bastante diferente da ilha principal. Aqui, o ritmo é sempre mais calmo, as paisagens são mais rurais e autênticas, há mais espaço e menos multidões. Com as suas vilas pitorescas, colinas suaves e uma costa recortada por enseadas e falésias, Gozo mantém um carácter tradicional que contrasta com o ambiente mais urbano e movimentado de Malta.

Para chegar a Gozo, pode juntar-se a um tour ou apanhar o Gozo Highspeed desde Valletta. Outra alternativa é deslocar-se por terra até ao porto de Cirkewwa e aí apanhar o ferry boat, onde também pode levar o carro. Ver horários do ferry no site Gozo Channel.

Victoria

Cittadella de Victoria, Gozo

Victoria é a capital de Gozo e o seu centro cultural e administrativo, sendo também uma excelente base para explorar o resto da ilha. A sua atração principal é a Cittadella (ou Cidadela), uma fortaleza medieval cujas muralhas oferecem magnificas vistas panorâmicas sobre toda a cidade e redondezas.

Fora das muralhas, Victoria tem um ambiente animado, mas sem o ritmo agitado da ilha de Malta. A Praça da Independência, rodeada por cafés, bancas de fruta e lojas tradicionais, é o ponto de entrada para a cidade antiga e um bom local para experimentar produtos típicos regionais como o mel, o queijo gbejna e o pão ftira.

Onde dormir em Gozo

Victoria é a solução mais prática para ficar alojado, especialmente para quem se descolar de transportes públicos. O Townhouse17 é uma excelente escolha! Fora da cidade, existem outros alojamentos de charme que pode valer a pena avaliar. Deixo algumas das melhores sugestões.

» Townhouse17
» Ta’ Dun Martin
» Cesca’s Boutique Hotel
» Haven Farmhouse
» Laremi Gozo

Se visitar Gozo durante uma festa religiosa (há muitas no Verão), vai encontrar Victoria cheia de luzes, música de bandas filarmónicas e procissões. É nessa altura que a cidade revela o seu lado mais vibrante e o que seu forte espírito comunitário sobressai.

Basílica da Santíssima Virgem de Ta’ Pinu

Basílica Virgem de Ta' Pinu, Malta

A grandiosa Basílica da Santíssima Virgem de Ta’ Pinu ergue-se isolada no meio de campos agrícolas, proporcionando uma vista panorâmica desde os seus terraços e um ambiente de serenidade. O templo, construído no século XX em estilo neo-românico, tornou-se um local de peregrinação devido aos inúmeros relatos de milagres associados a uma antiga capela, tendo inclusivamente sido visitado pelo Papa Francisco em Abril de 2022.

O seu interior está decorado com bonitos mosaicos e vitrais, transmitindo uma atmosfera solene. E, no exterior, é possível percorrer o Caminho da Cruz pela encosta e admirar as impressionantes esculturas que representam os momentos da Paixão de Cristo.

Xlendi Beach

Xlendi Beach, Malta

Xlendi Beach é uma pequena enseada de águas cristalinas rodeada por imponentes falésias calcárias. Existem vários pontos com escadas de acesso à água, pois este é um óptimo spot para dar uns mergulhos, nadar e até mesmo mergulhar com garrafa, graças ao fundo marinho rochoso e à visibilidade excepcional.

Ao longo do seu passeio marítimo há vários de cafés e restaurantes, ideais para relaxar e passar um bocado a conversar ou ler um livro junto ao mar. Para os mais aventureiros, existem diversos trilhos ao longo das falésias com vistas espectaculares do Mediterrâneo. Xlendi é um dos melhores sítios para assistir ao pôr-do-sol na ilha de Gozo!

Lagoa Azul

Lagoa Azul, Malta

A Lagoa Azul (Blue Lagoon) é, provavelmente, o lugar mais popular e fotografado de todo o arquipélago de Malta. Foi muito graças às fotos desta piscina natural de águas cristalinas azul-turquesa e fundos de areia branca que o país ganhou fama no mundo do turismo e começou a entrar na Bucket List de muitos viajantes.

A lagoa está situada em Comino, uma ilha praticamente desabitada entre Malta e Gozo. Mas, desengane-se quem pensa que “desabitada” significa com pouca gente! Muito pelo contrário, a Lagoa Azul é precisamente o local que mais multidões atrai, ao ponto da visita se poder tornar desagradável se não for bem planeada.

A melhor forma para visitar a Lagoa Azul é ficar a dormir em Gozo e apanhar um dos primeiros barcos que partem do porto de Mgarr. Assim, ainda será possível aproveitar algum tempo antes de começarem a chegar os barcos e tours que vêm desde Malta.

Informações práticas para visitar a Lagoa Azul

  • Fique a dormir na ilha de Gozo, em Victoria ou Nadur, para conseguir apanhar um dos primeiros barco para Comino e chegar à Lagoa Azul no máximo pelas 8:30/9:00.
  • Há um parque de estacionamento subterrâneo no porto de Mgarr, mas nos períodos de pico pode estar lotado. Se não quiser arriscar, apanhe um Uber/Bolt.
  • Pode comprar os bilhetes online (normalmente com desconto) nos sites do táxis marítimos Bella Comino Ferry ou Ebsons Comino Ferry, mas também o pode fazer pessoalmente no cais quando chegar ao porto.
  • Não há propriamente uma praia de areia, mas sim pequenas zonas rochosas e plataformas onde se pode estender uma toalha. Sapatos de água podem dar jeito.
  • Há quiosques e barracas com comida, snacks e bebidas, mas a minha recomendação é levar consigo alguma coisa na mochila.
  • É possível alugar espreguiçadeiras e guarda-sóis. São caros, mas vale a pena, especialmente na primeira linha em cima ao mar.
  • Leve dinheiro, pois não é possível pagar com cartões. Há WC públicos, mas são bastante limitados.
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Wied il-Mielah

Wied il-Mielah, Malta

O Wied il-Mielaħ é uma incrível escultura natural em forma de arco localizada nos arredores da aldeia de Gharb. Muitas vezes comparada à famosa Azure Window, que colapsou em 2017, esta continua de pé e tem vindo a assumir-se como um ponto de interesse alternativo e menos turístico que a original. Tal como a maioria das formações rochosas na costa de Malta e Gozo, este arco foi esculpido ao longo de séculos pela acção do vento e do mar.

O acesso faz-se por uma estrada estreita que atravessa zonas agrícolas e leva a um conjunto de escarpas e miradouros. É um lugar remoto, sem infraestruturas por perto, pelo que é aconselhável levar água, chapéu e calçado confortável. A partir daqui, pode-se seguir pela estrada de terra junto ao mar até ao Wied il-Ghasri e, mais à frente, às Salinas de Marsalforn.

Wied il-Ghasri

Wied il-Ghasri, Malta

O Wied il-Ghasri é um dos desfiladeiros mais isolados da ilha de Gozo. O acesso faz-se a partir de um pequeno espaço de estacionamento (quando está lotado tem que se deixar o carro na estrada) e por uma desafiante escadaria escavada na rocha. Mas só a vista lá de cima já vale a pena!

Lá em baixo, o estreito de água termina numa pequena praia de seixos encaixada entre as falésias. A água é limpa e bastante profunda, óptima para dar umas braçadas ou simplesmente ficar a boiar, o que também atrai mergulhadores mais experientes.

A melhor altura do dia para lá ir é quando o sol estiver a pique, a entrar pelo desfiladeiro e a bater directamente na água (eu já fui um pouco tarde). Não há estrutura de suporte ou serviços no local, por isso convém levar o essencial.

Salinas de Marsalforn

Salinas de Marsalforn, Malta

As Salinas de Marsalforn são um dos locais mais fotogénicos de Gozo! Este labirinto de piscinas esculpidas na rocha, que se vai estendendo ao longo da costa, é utilizado há várias gerações para fazer a extracção de sal marinho. No Verão, é comum ver algumas pessoas a recolher o sal à moda antiga, num processo que, na verdade, não mudou muito ao longo dos séculos. A paisagem aqui é surreal, com o branco do sal contrastando com os tons pastel das rochas e o azul do mar.

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Além do incontestável valor histórico, este é um óptimo lugar para um passeio tranquilo ao final da tarde, enquanto se espera pelo pôr-do-sol. Quem quiser levar um bocadinho de Gozo para casa, alguns locais vendem pacotes de sal artesanal.

Mgarr ix-Xini

Mgarr ix-Xini, Malta

Mgarr ix-Xini é uma enseada estreita e comprida, bastante protegida pelas escarpas e rodeada natureza quase intocada, tendo inclusivamente sido utilizada como porto de abrigo pelos Cavaleiros da Ordem de Malta. A sua localização relativamente isolada na costa sul de Gozo, um bocadinho longe de tudo, contribui para ainda ser um local mais selvagem e menos movimentado, apesar da notoriedade que ganhou depois de ter sido cenário do filme “By the Sea”, com Angelina Jolie e Brad Pitt.

O local é também procurado por praticantes de snorkelling e mergulho. Para além da entrada e saída da água ser muito fácil, o seu fundo rochoso e as águas claras facilitam a observação de peixes, polvos e outras espécies marinhas. Há também uma torre de vigia do século XVII na entrada da baía, que fazia parte do sistema defensivo da ilha.

Esta foi uma das “praias” que mais gostei em Malta e onde passei uma tarde inteira entre mergulhos, passeios de gaivota e caminhadas pelos trilhos das falésias. O visual é, simplesmente, incrível!

Inland Sea

Inland Sea, Malta

O Inland Sea é uma pequena lagoa com ligação directa ao mar através de um túnel natural escavado na falésia. Está localizada em Dwejra, uma zona com formações geológicas um pouco diferentes do resto da ilha. É um lugar tranquilo e bonito em termos naturais, onde ainda se vive um ambiente modesto no meio de barcos e alfaias de pesca, sem esquecer os pequenos abrigos de portas coloridas que proporcionam fotos de fazer inveja a qualquer influencer do Instagram.

A água calma e transparente dentro da lagoa fez deste local um dos melhores spots para mergulhar em Malta, para qualquer nível de experiência. Já o túnel subaquático é bastante mais técnico e procurado essencialmente por mergulhadores mais avançados. Para quem não faz mergulho ou snorkelling, os passeios de barco que atravessam o túnel e exploram as falésias do lado do mar são a melhor receita para uma dose de emoção!

Guia prático para visitar Malta

Quando ir

A temporada para visitar Malta é entre Abril e Outubro, quando o sol brilha e as temperaturas estão mais quentes. No meses de Verão (Jun-Set) as praias e zonas turísticas podem estar um bocadinho lotadas. Na minha opinião, final de Setembro até meados de Outubro é a melhor altura para viajar em Malta.

Passaporte e visto

Malta faz parte da União Europeia, pelo que os cidadãos portugueses não precisam de passaporte nem visto para entrar no país. Os cidadãos brasileiros precisam de passaporte, mas estão isentos de visto para visitas em turismo. Se precisar de mais informações ou ajuda, sugiro os serviços da iVisa.

Como chegar

Desde Portugal e outros países da Europa, há voos directos para Malta. Desde o Brasil, será necessário fazer escala num país europeu. Pesquise no Skyscanner um voo que lhe convenha. Uma vez em Malta, pode apanhar um autocarro público, um táxi ou um transfer privado até ao seu alojamento.

Como se deslocar

O ideal é alugar um carro através da DiscoverCars ou Rentalcars. Se preferir andar de transportes públicos, saiba que os autocarros em Malta são eficientes mas não chegam a todo lado e, às vezes, podem demorar. Para viajar entre ilhas, terá que usar os ferry boats.

Alojamento

Convém reservar os seus alojamentos com alguma antecedência, especialmente ser vai viajar na altura do Verão. No Booking poderá encontrar hotés, hostels ou guesthouses adequados às suas preferências e orçamento.

Tours e actividades

A melhor forma de encontrar actividades para fazer e reservar tours ou entradas para atracções é através do GetYourGuide ou do Civitatis.

Seguro de viagem

Não se esqueça de levar o seu Cartão Europeu de Saúde, que assegura alguns cuidados médicos mas não substitui um bom seguro de viagem. Se viaja desde o Brasil, lembre-se que é obrigatório contratar um seguro para viajar na Europa. Pessoalmente, recomendo os seguros da IATI e da Heymondo.

Dinheiro e cartões bancários

A moeda oficial de Malta é o Euro. Para viajantes portugueses, tudo funciona como se estivesse “em casa”, incluindo os pagamentos e levantamentos com cartão de débito ou crédito. Para viajantes brasileiros, recomendo a utilização de um cartão Wise para poupar nas taxas bancárias.

Internet e comunicações

A internet está generalizada e a grande maioria dos alojamentos e restaurantes oferece Wi-Fi gratuito. Quem tiver um cartão SIM português ou de outro país da União Europeia, pode utilizar roaming de voz e dados sem custos adicionais. Para quem não tem, recomendo os eSIM da Airalo ou Holafly.

Mapa e roteiro para visitar Malta

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Tours e bilhetes

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