Informação essencial para viajar na Argentina

Nome oficial, localização e fuso horário

Nome oficial do país: República da Argentina
Fronteiras: Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil
Fuso horário: GMT-3; não utiliza “hora de verão”

Vistos para a Argentina

Os cidadãos portugueses e brasileiros não necessitam de visto para estadias de turismo na Argentina até 90 dias. Os portugueses precisam de um passaporte válido e os brasileiros precisam apenas do documento de identidade (RG).

A língua oficial da Argentina é o Castelhano. Nas zonas turísticas o Inglês é amplamente falado e entendido.

Cuidados de saúde para viajar para a Argentina

A Argentina não exige qualquer certificado de vacinação, excepto contra a cólera e a febre-amarela aos passageiros procedentes de países onde estas doenças sejam endémicas. Segundo dados oficiais das autoridades sanitárias argentinas, no primeiro trimestre de 2009 registaram-se mais de 4 mil casos de dengue na Argentina, 4 deles causando vítimas mortais. Embora esta doença se manifeste essencialmente no norte do país, em províncias como Chaco, Salta, Jujuy e Catamarca, no ano de 2011 alastrou-se a Santa Fé e Missões e foram detectados casos em Buenos Aires. Todos aqueles que viagem para a capital e sul ou centro do país não precisam de se preocupar com este problema, mas aqueles que pretenderem visitar o norte, onde o dengue é endémico, devem tomar medidas anti-mosquitos e estar atentos aos sintomas. Ver mais informação em Dengue. Os hospitais e os cuidados médicos são considerados de elevado nível um pouco por todo o país, principalmente em Buenos Aires. Para informações mais detalhadas, pode-se consultar o site Yellow Book do governo americano. De qualquer forma, é sempre recomendável uma ida à Consulta do Viajante.

Segurança na Argentina

A Argentina é um país razoavelmente seguro. No entanto, a capital Buenos Aires tem algumas áreas inseguras, nomeadamente as zonas mais periféricas, Retiro e o bairro La Boca. Não é aconselhável andar só à noite e deve-se ter atenção redobrada nas áreas turísticas devido aos furtos, que são bastante comuns por toda a cidade. O sul do país é manifestamente mais seguro mas nunca se deve esquecer que é um país sul-americano e que as principais cidades têm algum risco devido à pressão demográfica. Devem ser tomadas as medidas normais de precaução. O território argentino é muito susceptível à ocorrência de terramotos. O último sismo de grandes proporções (7,4 Richter) verificou-se na província de Caucete, em 1977. De realçar que no dia 1 de Fevereiro de 2011, ocorreu um terramoto de magnitude 7 na província de Santiago del Estero.

Moeda e como gerir o dinheiro da Argentina

A moeda da Argentina oficial é o Peso Argentino, que vale cerca de 0,17 Euros. Ver câmbio
Símbolo: $ (não confundir com o dólar americano que, normalmente, é escrito como US$).
Código internacional: ARS

Os dólares americanos também são aceites mas apenas em locais turísticos, pelo que o melhor é mesmo levantar dinheiro numa ATM, que abundam por todo o país, e usar moeda local. Os cartões bancários reconhecidos internacionalmente, como o Visa, Visa Electron, American Express, Diners, MasterCard, etc. são vulgarmente aceites e, geralmente, não envolve pagamentos extra, mas é sempre conveniente perguntar primeiro para se certificar.

O melhor sítio para trocar dinheiro é nos bancos, são seguros e têm as taxas actualizadas. As casas de câmbio normalmente cobram taxas mais elevadas. É sempre necessário mostrar o passaporte para se trocar dinheiro. Pode-se trocar Dólares e Euros ou moedas dos países vizinhos sem qualquer problema. O hábito de dar gorjeta não é generalizado e resume-se a hotéis e restaurantes de classe superior. Ninguém esperará que o faça nos restaurantes, bares, hotéis ou hostels mais económicos. A taxa de inflação na Argentina é galopante (20% em 2011) e os preços dos bens e serviços mudam praticamente todos os meses. Alguns preços de referência em 2011:

– Garrafa de água ou Coca-Cola: 5$ (1 Eur)
– Cerveja: 15$ (3 Eur) num bar ou restaurante.
– Corrida de táxi no centro de Buenos Aires: 20$ (4 Eur)

Pode-se comer de forma económica aproveitando os menus diários por cerca de 30$-40$ (6-7€). Na Patagónia, a alimentação é bastante mais cara, inclusive a comida vendida nos supermercados, devido a impostos.

Electricidade e tomadas eléctricas na Argentina

A corrente eléctrica é de 220-240V e as tomadas são de dois pinos redondos (Tipo C, igual a Portugal) ou três pinos achatados oblíquos (Tipo I). Nos locais turísticos os hotéis têm adaptadores para emprestar aos clientes e algumas tomadas com sistema europeu. É fácil e barato comprar um adaptador. Se permanecer um tempo mais prolongado no país será mais prático andar sempre com um. Atenção aos orifícios, para que sejam suficientemente largos para introduzir aquelas fichas mais grossas de computadores, etc.

tomada tipo c Tomada Tipo I

Telecomunicações e Internet na Argentina

O indicativo internacional da Argentina é o +54. A rede telefónica local é de boa qualidade e há “locotórios” por todo o país com serviço nacional e internacional. As operadoras de telemóveis portuguesas têm acordos de roamig na Argentina mas pode ser necessário activar o roaming contratual (não automático). Informe-se junto da sua operadora. Existem várias operadoras de rede móvel na Argentina (Claro, Movistar, Personal) e é fácil e barato comprar um cartão SIM para usar no nosso próprio telefone. A utilização da internet é bastante generalizada. Há muitos cyber-cafés e, particularmente nos locais mais turísticos, há muitos hotéis, hostels, cafés e restaurantes que têm Wi-Fi gratuito.

Links Úteis

Ministério da Relações Exteriores da Argentina
Embaixada da Argentina no Brasil
Embaixada de Portugal na Argentina
Embaixada do Brasil na Argentina
Portal das Comunidades Portuguesas – Argentina

 
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8 comentários em “Informação essencial para viajar na Argentina

  1. Tenho uma duvida! Pretendo passar 2 semanas na argentina em dezembro pra aproveitar as ferias de fim de ano. Que seria do dia 22/12 a 05/01. Será que com 3.000 mil reais eu conseguiria passar tranquilo. Sem luxo
    Pq eu quero ir de mochileiro.

    • Olá Lafontes! Bem, isso é muito relativo e depende muito de cada pessoa. O que é mochileiro para uns é luxo para outros! :) E é difícil dar uma opinião quando não mencionas, por exemplo, se esse valor deve incluir o transporte (avião ou ónibus), que tipo de alojamento vais preferir, que actividades queres fazer, etc…

  2. Sou brasileiro. Pretendo ir fim do ano, abrir empresa, aproveitar o plano Macre para startups brasileiras.
    Como conseguir permanência?

  3. Vou viajar para Buenos Aires no carnaval de 2018. É preciso tomar a vacina de febre amarela? Resido em um estado que não foi afetado por casos da doença.

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