Á procura de trocos num banco com televisão

ArequipaArequipa surgiu fresca e com uma luz bonita. Mal cheguei ao hostel que me tinha sido recomendado, perguntei pelo Marlon e disse-lhe que vinha recomendado pelo seu irmão de Nazca. Recebeu-me com cordialidade e apresentou-me o dormitório, o local mais barato para dormir. Subi ao terraço para tomar o pequeno-almoço e conheci Rocio. Rocio é uma rapariga peruana que é também guia no Colca e tornou-se bastante útil no dia de hoje para recolher algumas informações.

Dali, fui à internet começar esta crónica e, durante a tarde, estive a dormir. Jantei um hambúrguer de frango na rua e duas empanadas de carne. Nada mau! Ao final da tarde estive a falar com os ingleses. Iriam partir para o Colca à 1h da manhã. Falámos sobre o Inka Trail e eles foram-se deitar. Apercebi-me que tinha perdido a minha camisola. Ainda perguntei no hotel mas ninguém a tinha visto. Fui ao local da Internet e a resposta foi a mesma. Era uma camisola preta que dizia patagónia e que tinha comprado no Nepal. Azar! Durou tantos anos e quando estava quase a chegar ao local com o seu nome perdi-a. É o destino que, muitas vezes, parece incerto mas tem a sua razão de ser. Há muito que queria comprar uma camisola aqui no Peru. Daquelas com desenhos. Por isso, até foi bom! Menos peso para carregar na mochila. Comprarei a camisola em Cabanaconde, uma das povoações que vou visitar na caminhada que vou fazer amanhã.

Saí para tomar um emoliente e sentei-me num degrau de uma escada de uma casa qualquer, numa rua qualquer. Actualizei o meu diário e a minha leitura. Acordei no dia seguinte preparado para recolher toda a informação sobre os dois canyons mais profundos do mundo, que se localizam exactamente aqui. O problema é que eu quero realizá-los sozinho, sem recorrer a guias e a agências. Fica mais barato e sempre posso usufruir do meu ritmo de caminhada para tirar as fotografias que quero. Fui à agência de turismo municipal e deram-me todas as informações sobre o Canyon do Colca, o mais famoso mas não o mais profundo. Cotahuasi é o mais profundo mas o menos visitado, por isso, com as informações do posto de turismo e as dicas de Rocio partirei hoje rumo a Chivay e Cabanaconde onde começarei a caminhar pelo Canyon do Colca. A caminhada está prevista para 3 dias. Depois regressarei a Arequipa para, provavelmente, partir rumo ao Cotahuasi.

Ao final da tarde fui ao banco trocar o dinheiro que tinha por notas de pequeno valor. Nas montanhas é difícil conseguir troco. O banco é inacreditável. Tem cerca de 20 balcões e umas 250 cadeiras a formar um anfiteatro que eu achei que era para esperar. Perguntei. O simpático jovem que estava atrás do balcão com uma pêra muito bem aparada disse-me que era para as pessoas virem ver televisão. Mais uma vez, lindo! Quem é que vai ao banco ver televisão?

Voltando ao assunto. Ainda não sei se irei ao Cotahuasi mas com certeza que partirei hoje à 01h da manhã para as montanhas e não conto voltar à internet nos próximos 3 ou 4 dias. No entanto, e este aviso é para os meus pais, está tudo bem e a correr tal como esperava. Para finalizar, que o texto já se prolonga e a paciência do leitor tem sempre limites, aqui fica um trecho do que me escreveram num email. Parece que é um excerto adaptado de um artigo que saiu, em tempos, na revista Visão sobre este fantástico pais.

“Autocarros com atrasos previstos em tabelas de horários inexistentes, que desafiam os limites da gravidade por estradas montanhosas e áridas com vista privilegiada para o passageiro da janela, para centenas de metros de ravina (bons para o visitante radical/aventureiro), ao que os peruanos estão perfeitamente habituados, pois o que menos devem ter é pressa. E, se o tiverem, seria interessante saber: Para fazer o quê?”

   
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