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casa em jeffreys bay africa do sul

Periodo de espera

“Waiting for waves is ok. Most people spend their lives waiting for nothing”.

Esta era uma das frases publicitárias de uma conhecida marca de surf cujo proprietário era, se não estou enganado, natural daqui mesmo, de Jeffreys Bay. Li-a muitas vezes nas revistas e há uns tempos, folheando antigos cadernos da escola, também a li escrita com a minha própria letra no meio de outros disparates que me fizeram rir ao relembrar.

Na verdade, esta mensagem transmite bem a principal actividade do surfista: a espera. Tanto que o principal circuito mundial de surf (WCT), que actualmente mais parece uma mega surf-trip de luxo pelas melhores ondas do mundo, tem uma coisa que se chama “período de espera”. Ao contrário do que acontecia há alguns anos atrás, quando os campeonatos eram realizados em praias de centros urbanos capazes que atrair muito público e o round final acontecia, invariavelmente, entre as 15:00 e as 16:00 de Domingo, hoje os campeonatos acontecem nas melhoras ondas do mundo, independentemente da dificuldade de acesso e da possibilidade da presença de publico. Além disso, as datas de início e fim do evento têm uma grande janela de intervalo, o tal “período de espera” (entre 10 e 20 dias), para se poder escolher os melhores dias e horas para meter as eliminatórias na água. Ao contrário do futebol, do ténis, do golf e de muitos outros desportos, no surf não é possível (ainda) fabricar um estádio ou um campo no local que bem nos apetecer e a especulação imobiliária o permitir e, só assim, os organizadores conseguiram garantir que as provas são, quase sempre, disputadas em condições perfeitas.

Mas voltando ao inicio… quem, como eu, chegasse ontem a Jeffreys Bay e não soubesse que este é o palco do, pouco discutível, melhor point-break de direita do mundo, simplesmente seguiria caminho após um breve e ultrajante comentário mais adequado a um qualquer beach-break manhoso deste mundo. Qualquer coisa como: “Mmm… é capaz de dar umas às vezes. Parece rolar uma direita. Bora!” De facto, o tamanho do mar e o on-shore perfeito fazem com que esta me pareça mais uma das muitas praias por onde passei desde que deixei de Durban, há muitos quilómetros atrás, (por quantos picos de qualidade não terei passado?) e elimina qualquer possibilidade de (bom) surf.

Mas este é o meu principal destino na África do Sul. É o meu “papa de Roma”. Foi por esta onda, mesmo sabendo que era a pior altura para o fazer, que decidi investir o orçamento que ainda tinha em caixa e viajar durante dois dias desde Bangkok para uma terra tão diferente e sobre a qual apenas tinha algumas referências na memória, em vez de continuar a dormir por 6 Euros e a comer pratadas de noodles ao preço um café até ao Natal.

Chego cedo, com tempo suficiente para dar uma volta pela vila e estudar a zona. Duas. Três. Até identificar o sítio exacto de todos os picos da “onda mais famosa do mundo” (Magna Tubes, Boneyards, Supertubes, Salad Bowls, Tubes, The Point, Albatross) e escolher um ponto estratégico para ficar a dormir. Escolho a Beach Music, uma casa com acomodações do tipo backpacker de qualidade, que tem à minha espera um quarto no piso térreo, com casa de banho privada e uma porta de vidro para um relvado que dá acesso directo a Supertubes, o pico principal. Tem também zonas comuns muito agradáveis, como uma sala com grandes vidros no andar de cima, de onde se vai ver a onda toda quando começar a rolar, e uma boa cozinha onde posso preparar as minhas próprias refeições.

– Qual é a tarifa por noite?
– 250 Rand (25 Euros).
– Mmmm… e se eu ficar alguns dias, não me pode baixar um pouco? 200?
– Desculpe, não posso. Estamos em época alta e já estou a fazer um preço especial por ser apenas um pessoa (o eterno problema de viajar sozinho).
– OK, tudo bem. Eu fico.
– Quantas noites?
– Três ou quatro, pelo menos. Depois, tudo depende das ondas!
– Claro! (risos)

Começou o meu “período de espera”.

 

 
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