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Bandeira do Peru

Informação prática sobre o Peru

Bandeira do PeruNome oficial do país: Republica do Peru

Fronteiras: Equador, Colômbia, Brasil, Bolívia e Chile.

Fuso horário: GMT-5; não usa “Horário de Verão”

 

Vistos
Os cidadãos portugueses e brasileiros não precisam de visto para entrar no Peru. Os portugueses precisam apenas de passaporte e os brasileiros precisam apenas do documento de identidade (RG). As autorizações de permanência turística são dadas à entrada e por 30 a 90 dias, dependendo das necessidades do turista e da decisão do oficial de emigração no momento, e são carimbadas no passaporte e/ou cartão de emigração. Pode-se pedir extensões de permanência em gabinetes de emigração que existem em algumas cidades ou, simplesmente, atravessar a fronteira e voltar a entrar.

Línguas faladas

As línguas oficiais são o Castelhano (80% da população), o Quechua (região dos Andes) e o Aymara (zona antiplanica de Puno). Além destas, existem cerca de 50 idiomas nativos. O ideal é saber falar espanhol ou “portunhol” mas, nas zonas e actividades mais turísticas, o inglês acaba sempre por poder ser solução.

Cuidados de saúde
A chamada “doença da altitude” (El Soroche, como é lá conhecida) pode ocorrer em pessoas que ascendam rapidamente a altitudes acima dos 2.500 metros, como é o caso de Cusco (3.500) e Lago Titicaca (4.000), devido ao ar rarefeito, com menos moléculas de oxigénio, das grandes altitudes. Em situações extremas, como montanhistas de grande altitude ou pessoas com deficiências cardíacas ou pulmonares graves, isto pode ser um problema sério mas, para a grande maioria, não passará de um ligeiro cansaço e mau estar. Alguns sintomas são: dores de cabeça, tonturas, náuseas ou vómitos, falta de ar, hiperventilação, dificuldade em dormir, etc. Há medicamentos para prevenir e tratar estes sintomas (pergunte na Consulta do Viajante) mas, a não ser que as coisas apertem mesmo, o ideal é tentar evitá-los, pois são um bocado tóxicos para o organismo e acarretam uma série de efeitos secundários. Algumas recomendações:

- Em vez de medicamentos, tomar gotas homeopáticas que ajudam a prevenir os efeitos.
- Muita calma no primeiro dia. Não fazer grandes caminhadas e esforço físico.
- Descansar durante umas horas e beber o mate de coca que vão oferecer no hotel.
- Durante a estadia, beber muita água e mate de coca. Ajuda mesmo!
- Comer de forma leve e tentar evitar bebidas alcoólicas.
- Para casos sérios (doentes crónicos), muitos hotéis têm garrafas de oxigénio.

Mapa malária Peru

Além das vacinas de rotina que se deve ter sempre em dia (tétano, difteria, hepatites, etc), poderá haver alguns cuidados extra a ter quando se viaja para o Peru. Nas zonas de Lima e arredores, Cusco, Machu Picchu, Puno e Lago Titicaca, Arequipa, Moquegua e Tacna não há risco de malária. Já nas zonas amazónicas de Iquitos e Puerto Maldonado e numa pequena franja a Norte, perto da fronteira com o Equador, o risco é elevado. Tudo depende, portanto, das zonas que se vai visitar, tempo de permanência e grau de adopção de medidas anti-mosquito. Os medicamentos de profilaxia normalmente indicados são a Doxycyclina, a Mefloquina ou o Atovaquone/Proguanil (Malarone). ATENÇÃO: A Cloroquina não é eficaz no Peru.

Em relação à febre-amarela é mais ou menos a mesma coisa. Só é necessária vacina para as áreas a leste das montanhas dos Andes. Para informações mais detalhadas, pode-se consultar o site da MD Travel Health ou o Yellow Book do governo americano. De qualquer forma, é sempre recomendável uma ida à Consulta do Viajante.

A título de exemplo, mas que não deve ser necessariamente tomado como referência de boas práticas, nunca tomei nada para a Malária das vezes que viajei no Peru, sendo que nunca fui para as zonas amazónicas. Em relação à febre-amarela, é uma vacina de viagem que mantenho sempre “em dia”.

Dinheiro
A moeda oficial do Peru é o Nuevo Sol, que vale cerca de 0,25 Euros. Ver câmbio
Símbolo: S/.
Código internacional: PEN

O dólar americano também é aceite, ao câmbio do dia, em alguns estabelecimentos como restaurantes, hotéis, estações de serviço, etc. Para cambiar dinheiro, o ideal é ir a um banco ou uma casa de câmbio autorizada. Nas grandes cidades, como Lima, há também cambiadores autorizados de rua devidamente identificados e, nas fronteiras terrestres também vai sempre aparecer alguém a prestar esse serviço. Regra geral, é tranquilo mas eu gosto de fazer as contas sem pressas e com a minha própria máquina! :) As máquinas ATM para levantamento automático também estão vulgarizadas e existem em todo o lado, excepto em pequenos vilarejos mais remotos. Um normalíssimo cartão Electron funciona perfeitamente. Os cartões de crédito Visa também são vulgarmente aceites mas, em alguns locais mais caseiros, podem pedir uma taxa extra. A minha experiência diz-me que é sempre preferível pagar com dinheiro.

A vida, em geral, é barata. Pode-se comer uma refeição tipo “prato do dia” por 5-10 Soles e uma viagem curta de táxi ou moto-táxi dentro da cidade pode não custar mais do que 1-5 Soles. Os peruanos têm uma relação honesta em relação aos preços, trocos, etc. mas é sempre bom andar com dinheiro pequeno para fazer face a estas pequenas despesas.

Electricidade
A corrente eléctrica é de 220V 60Hz e as tomadas são, maioritariamente, de 2 pinos achatados, apesar de em alguns sítios que conseguir encontrar de 2 pinos redondos. Ou seja, os portugueses vão sempre precisar de levar um adaptador, enquanto que os brasileiros provavelmente não precisam.

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Telecomunicações
O indicativo internacional da Peru é o +51. Há telefones públicos por todo o lado, que aceitam moedas e cartões pré-pagos (muito mais prático) e as chamadas são baratas. As operadoras de telemóveis portuguesas têm acordos de roamig no Peru mas pode ser necessário activar o roaming contratual (não automático). Outra alternativa fácil é comprar um cartão pré-pago de uma das redes locais (Claro, Telefonica) para usar no nosso próprio telemóvel. Outra alternativa, especialmente interessante para os brasileiros, é levar o seu Nextel, pois lá usa-se muito também.

A internet está generalizada. Há muitos cyber-cafes, mesmo nas cidades e vilas mais pequenas e muitos hotéis, restaurantes e cafés oferecem o serviço Wi-Fi aos seus clientes. Perguntem por “internet inalambrico” que eles percebem melhor!

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