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Informação para viajar em Marrocos

 

Bandeira MarrocosNome oficial do país: Reino de Marrocos

Fronteiras: Argélia, Mauritânia e Espanha (Algeciras e Tarifa por mar; Ceuta e Melilla por terra)

Fuso horário: GMT

Vistos
Os cidadãos portugueses (ou de qualquer país da União Europeia) e brasileiros não precisam de visto para estadias de turismo em Marrocos até 90 dias. Apenas precisam de apresentar passaporte com, no mínimo, 3 meses de validade.

Línguas faladas
A língua oficial de Marrocos é o Árabe, mas também se falam dialectos Berberes e o Francês é, genericamente, utilizado nas principais cidades e zonas turísticas. No Norte, o Espanhol também é bastante falado e o Inglês, apesar que ser uma língua “universal”, usa-se pouco e apenas em contexto eminentemente turístico. Os marroquinos têm muito jeito para línguas e é usual ouvi-los a “mandar bitaites” em qualquer idioma.

Cuidados de saúde

Além das vacinas normais que se deve ter sempre em dia (tétano, hepatites, etc), não são necessários quaisquer cuidados de saúde especiais para viajar em Marrocos. O país está livre de febre-amarela e a malária apenas poderá estar presente em zonas rurais de província de Chefchaouen, ainda assim com um risco muito baixo e sem qualquer recomendação para profilaxia. Não vale sequer a pena ir à Consulta do Viajante mas, os mais preocupados podem obter mais informações no Yellow Book e no site da MD Travel Health. Ver mais dicas sobre cuidados de saúde em viagem.

Dinheiro
A moeda oficial de Marrocos é o Dirham, que vale cerca de 0,09 Euros. Ver câmbio actual
Símbolo: Dh
Código internacional: MAD

O Euro, que é aceite para pagamento em muitos hotéis e riads, é a melhor moeda para se cambiar. Nas fronteiras de Ceuta e Tanger há vários guichets para trocar dinheiro, com taxas normalmente boas, e os bancos são sempre uma boa opção. Fazer isso “na rua” é asneira e pedir para ser roubado!

Os cartões Electron funcionam perfeitamente para levantar dinheiro nas caixas automáticas que, excepto em localizações mais remotas, não faltam por todo o lado. Pagar com cartão é que por vezes não é possível ou não vale a pena, uma vez que é mais ou menos usual cobrarem a famosa taxa extra. Regra geral, prefiro levantar e pagar sempre em dinheiro, excepto em compras de valor elevado e sítios com processos mais “ocidentalizados”.

A gorjeta é um hábito estabelecido e, muitas vezes, os empregados de mesa ou o próprio menu explicam que o serviço não está incluído. Nestes casos, a regra dos 10% funciona em todo o mundo mas, nestas coisas, eu costumo simplesmente fazer o que me apetece e o que posso na altura. Convém é andar sempre com dinheiro trocado para pagar pequenas coisas como táxis, gardien do carro, etc., porque parece que lá há sempre uma falta enorme de trocos! :)

Alguns preços de referência:
- Refeições: 40-50 Dh (barata); 70-80 Dh (média); 100-200 (top)
- 1,5 litros água: 6 Dh nas mercearias; 10 Dh nos restaurantes
- Gasolina: 10,5 Dh por litro
- Hotel Riad médio/bom: 60-75 Euros
- Táxi dentro da cidade: 5-15 Dh

Electricidade
A corrente eléctrica em Marrocos é de 220V 50Hz e as tomadas são do tipo C e E, ambas de dois pinos redondos (estilo europeu). Ou seja, os viajantes portugueses não precisam de se preocupar com isso, mas os brasileiros poderão ter que levar um adaptador se tiverem equipamentos com fichas com pinos achatados.

tomada eléctrica tomada eléctrica

Telecomunicações
O indicativo internacional de Marrocos é o +212. Há cabines públicas e teleboutiques espalhadas por todo o lado, por isso é fácil ter acesso a um telefone. As redes de telemóvel portuguesas têm roaming automático e também é fácil comprar um cartão pré-pago de uma das redes marroquinas (Maroc Telecom, Meditel, Wana) para usar no nosso próprio aparelho. Esta é uma opção que eu gosto particularmente pois dá uma grande liberdade de movimento.

A Internet já tem um uso bastante generalizado e é fácil encontrar cyber-cafes. Os hotéis e restaurantes também já perceberam a vantagem e é muito usual oferecerem Wi-Fi gratuita os seus clientes.

Mais informações e dicas de viagem

André Parente

O André é o fundador e editor do Tempo de Viajar. Começou a viajar com a mãe quando ainda era pequeno e acabou por redescobrir esse vício muitos anos depois.

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