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Viver na simplicidade de uma família em Amantani
Não há electricidade, embora toda a instalação eléctrica esteja feita. O ex-presidente Fujimori, numa visita que fez à ilha, trouxe um potente gerador que chegou a funcionar durante alguns meses. Neste momento as pessoas não têm dinheiro para pagar o gasóleo
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Uma experiência numa ilha flutuante capaz de criar inveja
Não se comia carne e comíamos truta a quase todas as refeições. O que é que eu queria mais? Em Uros, as ilhas flutuantes do lago Titicaca, a vida é muito diferente do que poderia alguma vez imaginar.
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No Titicaca, num barco à vela a comer totora
Chimu não conta com mais de 20 casas e não há turistas a vir aqui. A verdade é que todos vão a Uros, as famosas ilhas flutuantes, em barcos a motor e em tours organizados. Passam lá pouco tempo e eu, pelo contrário, queria dormir lá uma noite.
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Viagem para o Titicaca e um hotel miserável
No meu caso, de viajante solitário, saltimbanco errante e vagabundo por opção, o melhor é passar ao lado ou então viver as situações tão profundamente. É bom sentir-me parte deles mas, na verdade, eu nunca serei um deles. Porque não quero e porque eles nunca me deixariam.
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Machu Picchu e chegada a Cusco sem sítio para dormir
As lojas são em cima da linha e por todo lado há restaurantes e internet cafés. Tudo mesmo em cima da linha. A polícia usa uns fatos azuis escuros muito bem arranjados com o logótipo da Coca-Cola bordado à frente. O que e que se passa? É a Coca-Cola que paga à policia local?
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Última etapa, uma lição para a minha vida
Sentia-me pequeno perante tanta grandeza e grande por ter conseguido chegar ali. A energia depositava-me confiança em mim próprio e fazia-me recordar todas as pessoas que pareço deixar para trás. Infelizmente nada do que estava a viver poderia partilhar.
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Passo a passo, passando os 4200m de altitude
Lá mesmo em baixo, era o local de acampamento onde abandonaria Júlio e começaria a caminhar sozinho com Inka. Chegámos a Paqamayu, a 3500 metros de altitude, em pouco tempo.
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Mascando coca com o nome Davies
Como a minha marcação para o Inka Trail tinha sido feita muito rapidamente, a minha participação estava registada com um nome falso. À passagem do controlo, alguns metros à frente, tinha de afirmar chamar-me Davies Keith Ernest.
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Partida para o Caminho Inka
O carregador que iria ficar comigo era conhecido pelo Inka. Tinha 20 anos, era baixo e não parecia ser muito forte. Tímido, calado e com profunda noção de que ele era empregado e eu era patrão, o que me fez alguma confusão. Vestia uma camisola do Brasil que não abandonou até ao último dia.
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Chegada a Cusco, o umbigo do mundo
Cheguei a Cusco e ainda era noite. Recolhi a mochila pequena, cheia de iogurte, e a mochila grande, que estava a salvo por estar guardada no porta-bagagem da camioneta. Sentei-me no chão a fumar um cigarro.
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Um bife de Alpaca e um desencontro com o Focoloco
O suor que fazia a t-shirt colar-se ao corpo estava gelado. Esperei pela salvação. Hilário, peruano, 18 anos, caminhava de sandálias e, curiosamente, tinha uma lanterna bem mais potente que a minha.
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Um duelo perdido com o sol
O topo da encosta estava já ali, mas nunca se sabe se por detrás de uma encosta não existe uma outra encosta mais alta e mais difícil de vencer. Sabia que não. Tinham-me dito que eram 2h a subir e o resto era plano.
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