Kit de Viagem

Cabine de avião

Conforto a bordo do avião

Viajar de avião nem sempre é agradável e confortável e, para a maioria das pessoas, acaba por ser apenas um mal necessário. Baseado na minha experiência pessoal e em recomendações médicas especializadas, ficam algumas sugestões para ajudar a minimizar esse desconforto.

Vestuário e calçado
Para viajar de avião, o ideal é vestir roupas leves e largas que tapem os braços e as pernas (o ar-condicionado vai quase sempre bem frio) e calçar sapatos folgados ou sapatilhas. Em voos de longo curso, tirar os sapatos vai aumentar muito o nível de conforto.

Alimentação e bebidas
Fazer refeições leves e saudáveis antes de viajar reduz o risco de alguma coisa nos “cair mal” e passarmos uma viagem desconfortável. Antes e durante o voo, beber água com frequência e tentar evitar bebidas gasosas e, principalmente, álcool. Algumas companhias distribuem garrafas de água pelos passageiros nos voos de longo curso. Aceitem sempre.

Medicamentos e artigos de higiene e bem-estar
Não esquecer de levar os medicamentos habituais que precisam tomar na bagagem de mão. Se forem muitos ou “pouco usuais” pode ser uma boa ideia pedir uma declaração ao médico na Consulta do Viajante, para aliviar qualquer mal-entendido nos controlos de embarque e desembarque. Escova e pasta de dentes são normalmente fornecidos em voos de longo curso nocturnos mas, na dúvida, pode-se levar desde que a embalagem de pasta seja de, no máximo, 100 ml. O ar seco dentro do avião seca muito os olhos e o líquido das lentes de contacto também pode ser um problema por causa da capacidade dos frascos. Nas farmácias, já existem kits especiais de viagem, com frascos pequenos. Também pode não ser má ideia levar um creme hidratante. Mais uma vez, atenção ao limite de 100 ml. Quanto menos coisas deste tipo se levar, menos dificuldades se vão colocar e mais tranquilo vai ser o embarque.

Síndroma da Classe Económica
Erradamente assim conhecida, é uma doença causada pela formação de coágulos no interior das veias que pode ocorrer durante ou após os voos e, no limite, levar a uma trombose venosa profunda. Dentro dos aviões o ar contém menos oxigénio do que o normal sendo por isso mais seco, o que contribui para que o sangue fique mais espesso. O reduzido espaço nos aviões (daí o nome de Síndroma de Classe Económica), a falta de mobilidade dos passageiros e a duração do voo são factores que agravam as hipóteses de risco. Idosos, obesos, fumadores, hipertensos, doentes cardíacos e grávidas estão incluídos no grupo de maior risco, mas qualquer passageiro pode ser vítima das viagens de longo curso. Assim, nesse tipo de viagens recomenda-se a adopção das seguintes medidas preventivas:
> Usar roupas largas e confortáveis.
> Considerar a utilização de meias elásticas especiais para viagens aéreas
> Beber água, chá ou sumos de fruta com frequência. As bebidas alcoólicas provocam a dilatação dos vasos sanguíneos e representam um factor de risco extra.
> Evitar cruzar as pernas quando se está sentado.
> Levantar-se com alguma frequência. Se possível, andar um pouco nos corredores do avião e fazer alguns exercícios simples de movimentação do pescoço, ombros, braços, pernas e tornozelos.

Seat Guru avião

Escolha do assento no avião
Eu faço sempre questão de escolher o lugar com antecedência, particularmente em voos longos. Prefiro lugares de corredor (para ser mais fácil levantar sem incomodar os outros), o mais à frente possível (sente-se menos a turbulência e o ruído dos motores), a partir da segunda fila (a primeira fila muitas vezes tem pouco espaço para as pernas). Muitas companhias aéreas possibilitam essa escolha online, no momento da compra ou do check-in. Quando isso não é possível, um email ou um telefona para o serviço de atendimento ao cliente, costuma funcionar. Além dos próprios sites das companhias, para ver o plano dos assentos utilizo muitas vezes o SeatGuru ou o Seat Expert.

Medo de andar de avião
Estima-se que 10% a 40% da população adulta tem medo de voar. E outros tanto sentirão, provavelmente, alguma ansiedade ou desconforto. Seja qual for o caso, pode ser necessário recorrer a ajuda médica no sentido de minimizar esse mal-estar, nomeadamente através de calmantes ou relaxantes. Convém sempre abordar esse tema com o médico na Consulta do Viajante. Também é uma boa ideia informar a tripulação sobre a nossa condição. Não é vergonha nenhuma e, muitas vezes, uma simples palavra ou atitude no momento certo podem-nos fazer sentir mais calmos e à vontade. Algumas companhias aéreas têm programas específicos para ajudar os seus clientes a perder esses receios e a passarem a ter uma experiencia de voo mais agradável. Em Portugal, a Voar Sem Medo oferece cursos e tratamentos para ajudar a resolver o problema da fobia de voo.

Jetlag
Algumas pessoas sentem mais o jetlag que outras quando andam de avião; algumas mais quando voam para Oeste outras quando voam para Este. Mas quase toda a gente acaba por sentir os efeitos de atravessar vários fusos horários durante a viagem. Alguns conselhos habituais para reduzir esses sintomas são:
> Descansar bem antes da partida e durante o voo.
> Beber muita água ou sumos de fruta durante o voo.
> Comer refeições ligeiras e não beber álcool durante o voo.
> Adaptar-se rapidamente ao horário de destino. Em estadias de muito curta duração, é geralmente preferível tentar manter os ritmos do país de origem.
> Após a chegada, garantir a exposição do corpo à luz solar.

Praticantes de mergulho
Já se sabe, mas nunca é de mais relembrar. Respeitar sempre um intervalo de, no mínimo, 24 horas antes e depois de voar para mergulhar com garrafa. Os problemas de descompressão podem ser fatais.

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